O filme Noé de Darren Aronofsky tem gerado polémica recentemente no Médio Oriente, onde a sua exibição será proibida, e também nos Estados Unidos, através de críticas ao filme por grupos católicos conservadores.

A película foi banida de países como os Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein e o Koweit. O facto de o novo filme de Aronofosky representar a imagem de um profeta é a principal causa do boicote, o que vai contra a cultura islâmica. De facto, entre a comunidade muçulmana, as representações são evitadas para que se possa impedir a adoração de uma pessoa em vez de Deus.

Em entrevista à Associated Press o director de conteúdos de media no National Media Center dos Emirados Árabes Unidos, Juma Al-Leem afirmou que ” Há cenas que contradizem o Islão e a Bíblia, por isso, decidimos não o exibir”.

O Egipto e a Jordânia são alguns dos países que ainda não chegaram a consenso quanto à exibição de Noé nas suas salas de cinema. Na verdade, autoridades de países com a religião muçulmana consideram mesmo que os censores dos seus governos muito provavelmente não permitiram que o filme seja mostrado ao público. Mohammad Zareef, funcionário do Conselho Central de Censores do Paquistão, por exemplo, afirma que: “Ainda não vi o filme, mas não creio que possa ser exibido nos cinemas do Paquistão“.

Por outro lado, nos E.U.A, grupos de católicos conservadores crêem que a fita desacredita esta história tão emblemática da Bíblia, pelo que têm vindo a manifestar o seu desagrado junto das salas de cinema. Por esta razão, a Paramount Pictures já garantiu que incluirá uma nota inicial no filme dizendo que “foram tomadas liberdades artísticas”.

Noé conta com a participação de atores conceituados como Russel Crowe, Jennifer Connely e Anthony Hopkins e pode ser visto nas salas de cinema portuguesas a partir do dia 10 de Abril.