O Projeto Forrest nasceu de uma conversa de café em 2012, mas acabou por ser muito mais do que apenas uma ideia: é a prova de que ainda existem pessoas que acreditam que a felicidade está onde menos esperamos, nos gestos simples de quem quer aquecer corações, na alma daqueles que lutam por fazer a diferença. 

“A discussão consistiu em decidir no que seria possível fazer 1383299_597167096996013_368163212_npara, numa época complicada como a que vivemos atualmente, aumentar a auto-estima e a felicidade das pessoas (…) A base deste confronto de ideias residiu no filme Forrest Gump (…) [que] era uma criança que tinha próteses no lugar das pernas. Ninguém acreditava que ele pudesse correr (…) Pormenores à parte, o filme termina com Forrest a correr até ao fim do mundo.”, declara Maria Pinheiro. “Forrest Gump acreditava no lado bom das pessoas, acreditava que o melhor de cada um podia salvar e/ou melhorar o dia de alguém”.

Mariana Ribeiro e Catarina Ferreira, alunas da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, são as atuais coordenadoras gerais do Projeto Forrest, que mobiliza todos os Forrest Gump, estudantes universitários das mais diversas faculdades, para “transformar as adversidades em oportunidades”.

1385551_603922909653765_1115515905_nCom parcerias como o Núcleo de Estudantes da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, da Faculdade de Direito, da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física e da Faculdade de Engenharia Química da Universidade de Coimbra, o Projeto Forrest tem alcançado um número de estudantes universitários que outrora parecia inalcançável. As “reuniões, convívios, conversas e preparação de atividades” têm-se realizado na Casa da Madeira, que se constitui como outra das suas parcerias.

A equipa do Projeto Forrest desenvolve diversas atividades de rua, na baixa de Coimbra e nos Pólos e Faculdades da Universidade, que pretendem sobretudo “obter sorrisos de quem passa”. Embora por vezes seja difícil convencer as pessoas “a gastar alguns minutos” para os ouvir e conhecer, sabem que têm de dar tudo por tudo e utilizam a sua “vontade de mover e mudar o mundo – nem que seja só um bocadinho!” 

Ser Forrest “é ter um ‘Buzina se tens o melhor pai do mundo!’ afixado numa ponte e a estrada virar um autêntico concerto no dia do pai. É escrever um mural, no dia de S. Valentim, cheio 208683_510458315666892_1680520294_nde mensagens de amor em todas as línguas (…) É dar uma festa de post-its (…) É rebentar balões que carreguem os nossos medos. (…) É tornar o dia de alguém especial e o nosso inesquecível”. “Todos damos um bocadinho de nós e recebemos um bocadinho dos outros. (…) Há cada vez mais pessoas a participar, mais pessoas que se deixam conquistar e, de quando em vez, lá aparece algum ‘Projeto Forrest?! Ah, eu já ouvi falar disso!’ que nos deixa de coração cheio!”, confessa Maria.

Para os interessados, o Projeto Forrest tem uma página de Facebook, onde partilha os seus feitos, os sorrisos que espalha e a felicidade que multiplica.

1394451_597174723661917_2126899097_n