A cerimónia dos Oscars 2014 decorreu na madrugada de hoje no Dolby Theatre em Los Angeles. Apresentada por Ellen DeGeneres, a gala não fugiu à maioria das previsões feitas para esta que foi a 86ª edição da noite mais glamorosa de Hollywood.

12 Anos Escravo foi o vencedor na categoria de Melhor Filme, mas Gravidade foi o grande vencedor da noite, arrecadando sete Oscars. O que também não escapou às previsões foi a não vitória de Leonardo DiCaprio na categoria de Melhor Ator Principal, prémio que acabou nas mãos de Matthew McConaughey.

McConaughey e DiCaprio

A anfitriã da edição, Ellen DeGeneres, que apresentou a cerimónia sempre com grande descontração e naturalidade, nunca se deixou acanhar e abriu logo a cerimónia com a apresentação de alguns dos nomeados presentes através de piadas cómicas e sarcásticas, ainda que por vezes um pouco arriscadas. Sempre com um estilo muito prático, não descartando o uso de  fato – todo preto no início, mais tarde alterando para um fato branco, voltando ao primeiro no fim da gala-, Ellen ainda foi capaz de surpreender todos ao aparecer num figurino em homenagem ao 75º aniversário do filme O Feiticeiro de Oz.

Ellen Degeneres e o Feiticeiro de Oz

Mas este não foi o único momento em que a apresentadora pôde mostrar o seu lado mais “caricato”. Ao longo da cerimónia, Ellen presenteou o mundo com mais alguns momentos que decerto ficarão na história das galas da Academia, mas os dois que realmente se destacaram foi quando a apresentadora ofereceu pizza aos que lá se encontravam e quando tirou uma selfie com atores como Brad Pitt, Meryl Streep e Bradley Cooper, que em dois minutos após ser postada pela própria na sua conta pessoal do Twitter, já tinha mais de 40 mil retweets. A noite continuou com o bom humor da anfitriã, que mesmo não agradando a todos, com certeza não terá sido tão polémico como foi o do apresentador da edição do ano passado, Seth Macfarlane.

A emblemática "selfie"

Quanto aos vencedores da noite, a grande maioria correspondeu às previsões dadas pelo Espalha-Factos, mesmo que estas não fossem as mais felizes. Gravidade, de Alfonso Cuarón, foi o grande vencedor da noite, levando para casa sete Oscars, seis dedicados aos seus aspetos técnicos, e um na categoria de Melhor Realizador. O Clube de Dallas viu os seus atores principal (Matthew McCogaunhey) e secundário (Jared Leto) receberem os prémios de Melhor Ator, na categoria respetiva. O filme de Jean-Marc Vallée foi ainda merecedor do Oscar de Melhor Maquilhagem e Cabelo. 12 Anos Escravo foi também um justo vencedor, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Argumento Adaptado e Melhor Atriz Secundária – pela interpretação fenomenal de Lupita Nyong’o -, ao contrário d’ O Lobo de Wall Street, de Martin Scorsese, que foi um dos grandes derrotados da noite, depois da forma tão positiva como foi recebido pelo público. Nem a grandiosidade da mais recente longa-metragem do realizador de Goodfellas lhe trouxe o Oscar de Melhor Realizador, nem a tão aclamada interpretação de DiCaprio, no papel principal, foi digna de subir ao palco para receber o prémio que há tanto tempo lhe é merecido.

Lupita Nyong'o

Com alguns percalços durante a cerimónia – umas quantas alterações feitas à ultima hora, homenagens pouco favorecidas, um John Travolta um tanto ao quanto atrapalhado na dicção (ao que parece, Idina Menzel não é um nome de fácil prenuncia para o ator), e a segunda queda consecutiva de Jennifer Lawrence em cerimónias de Oscars, a noite mais hollywoodesca decorreu dentro dos conformes. Com muitas opiniões divididas entre os admiradores da Academia, a grande surpresa (pouco agradável) da noite foi mesmo Gravidade, que além de bater Uma História de Amor na categoria de Melhor Banda-Sonora, ainda foi galardoado com o Oscar de Melhor Realizador, que entre tantos bons nomeados, talvez não tenha sido a escolha mais acertada.

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Percalços e desilusões à parte, a cerimónia também teve momentos agradáveis: a homenagem memorial às personalidades cinéfilas falecidas no ano de 2013, ainda com a referência a Harold Ramis por Bill Murray, na entrega de uns dos prémios, e, talvez dos momentos mais brilhantes da noite, as atuações musicais de nomeadas ao prémio de Melhor Canção Original. A destacar, a atuação divertida e animada de Pharrell Williams ao interpretar a música original, Happy, a de Idina Menzel, ao interpretar a grande vencedora da noite desta categoria, Let It Go, do filme também vencedor na categoria de Melhor Filme de Animação Frozen, e a dos U2, que mereceram uma ovação de pé ao interpretarem Ordinary Love, do filme Mandela: Longo Caminho para a Liberdade

Idina Menzel

Em suma, foi uma noite de Oscars bem conseguida, com momentos divertidos e emocionantes, sempre acompanhados pela anfitriã Ellen Degeneres, que desempenhou em grande o seu papel, sempre com a naturalidade e a boa disposição que a caraterizam e lhe dão o reconhecimento internacional, mais que merecido. Para o ano há mais, e mais uma vez o Espalha-Factos não deixará de seguir e atualizar informações sobre a noite mais emblemática e importante de Hollywood.