É já na madrugada de segunda feira, 3 de março, que a 86ª cerimónia de entrega dos Oscars vai premiar os melhores do mundo da 7ª arte. A comediante e apresentadora de televisão Ellen DeGeneres é a anfitriã do evento pela segunda vez, substituindo Seth McFarlane, que magoou algumas suscetibilidades no ano transato. Como todos os anos, o Espalha-Factos oferece-te um olhar mais atento sobre cada um dos nove nomeados para o prémio mais cobiçado, o de Melhor Filme.

12 Anos Escravo

12 anos Escravo

Por muitos considerado o candidato mais forte à vitória, este filme do britânico Steve McQueen, conta com um elenco de luxo, repleto de grandes performances. 12 Anos Escravo é a história real e autobiográfica de um homem livre que foi enganado e obrigado a permanecer como escravo na América do séc. XIX. Com um enredo envolvente e um olhar corajoso sobre algumas das maiores atrocidades da história da humanidade, este filme tem todos os elementos necessários para ser considerado o melhor filme do ano pela Academia.

Crítica por Ricardo Rodrigues

http://www.youtube.com/watch?v=z02Ie8wKKRg

Capitão Phillips

Capt. Phill

Este filme é baseado na real abordagem por piratas da Somália ao cargueiro Maersk Alabama, na qual o seu capitão, Richard Phillips, foi feito refém pelos piratas. É uma longa-metragem de ação competente, realista e que nos faz sentir plenamente em contacto com os protagonistas. Capitão Phillips, do realizador Paul Greengrass, está, previsivelmente, fora da corrida ao maior galardão da noite, não tendo conseguido assegurar nomeações nas categorias de ator principal (para Tom Hanks) ou de realizador. No entanto, as restantes 5 nomeações que possui, nomeadamente a do estreante Barkhad Abdi, poderão ainda ser tema de conversa antes de a noite findar.

Crítica por Rui Alves de Sousa

http://www.youtube.com/watch?v=pV-ptQX-75Y

 

O Clube de Dallas

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Desde que as imagens de Matthew McConaughey, visivelmente emagrecido, surgiram na internet, que os rumores sobre a sua possível vitória na noite de gala da Academia começaram a tomar forma. O Clube de Dallas conta a história, parcialmente verídica, de um homofóbico consumidor de droga, que contrai o vírus do HIV: e do que decide fazer com o tempo que lhe resta. Para além de ser uma história (e exemplo) de vida monumental, este é também um filme com muitos superlativos, onde brilha, para além de McConaughey, Jared Leto, no papel de um travesti com SIDA. Espera-lhes, certamente, uma noite dourada.

Crítica por Ricardo Rodrigues

http://www.youtube.com/watch?v=cC6mv0KhOBY

 

Golpada Americana

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Protagonizado por Christian Bale, Jennifer Lawrence, Amy Adams, Bradley Cooper, Jeremy Renner e realizado por David O. Russel, este é também um dos favoritos à vitória do prémio final. Golpada Americana conta a história de um casal de burlões que é obrigado por um polícia a burlar um sem número de políticos “corruptos”. Com transformações glamorosas por parte dos atores e uma banda sonora impecavelmente escolhida, este retrato dos anos 80 nos Estados Unidos tem vindo a perder fulgor nas últimas cerimónias de entrega de prémios da indústria: mas continuará, sem dúvida, a ter um lugar de destaque na noite de domingo.

Crítica por Rui Alves de Sousa

 http://www.youtube.com/watch?v=h5Cb4SFt7gE

 

Gravidade

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Sendo o nomeado para melhor filme que há mais tempo está no grande ecrã, Gravidade tem deslumbrado o público um pouco por todo o mundo, com a sua história simples mas de grande valor humano, e, sobretudo, efeitos especiais que elevam a fasquia a um patamar nunca antes pensado. Com representações competentes de um dos pares mais “hollywoodescos” da noite dos Oscars, George Clooney e Sandra Bullock, esta longa-metragem do mexicano Alfonso Cuarón é uma ameaça para todos os outros concorrentes, estando nomeada para 10 categorias, incluindo melhor realizador e atriz principal.

Crítica por Inês Moreira Santos

http://www.youtube.com/watch?v=OiTiKOy59o4

 

O Lobo de Wall Street

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Também baseado numa história real, este filme de Martin Scorcese distingue-se pela sua irreverência, capacidade de foco durante as 3 horas da sua duração e também pela qualidade de toda produção: especialmente dos atores e atrizes. Leonardo DiCaprio, Jonah Hill e companhia, vigarizam pobres investidores da bolsa, ficando milionários no processo. Esta é a história da ascensão e queda de Jordan Belfort. Tido por muitos fãs dos atores e realizador como o melhor filme em competição, O Lobo de Wall Street é sem dúvida um dos pesos pesados na corrida aos prémios: se bem que o seu conteúdo explícito seja um dos fatores que podem fazer retrair o sucesso.

 

Crítica por Rui Alves de Sousa

 http://www.youtube.com/watch?v=iszwuX1AK6A

 

Nebraska

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De longe o filme mais humilde, em termos de produção, Nebraska de Alexander Payne têm-se destacado pela sua calma e sapiência ao desenrolar a sua narrativa. A preto e branco, com um elenco sem grandes estrelas, mas cheio de vontade, o filme ganha a sua força na relação direta com o espetador. Bruce Dern para ator principal e June Squibb para atriz secundária, são duas justas nomeações para dois veteranos que dão o corpo ao manifesto nesta emotiva história sobre pais, filhos, perda e conquista de confiança.

Crítica por Rui Alves de Sousa

http://www.youtube.com/watch?v=aA98dqgJBgQ

 

Filomena

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Baseado num artigo de jornal, escrito pela personagem principal, Filomena é uma produção britânica, que conta com Steve Coogan e Judy Dench nos principais papéis. Há 50 anos atrás, um filho foi levado para longe da mãe. Cabe agora a um jornalista dos altos estratos da sociedade, encontrar a verdade por trás deste acontecimento. Confrontando ideologias, gerações e estratos sociais, este é um dos filmes nomeados com maior potencialidade para debates e estudos.

Crítica por Inês Moreira de Santos

http://www.youtube.com/watch?v=rG3QP8foCvg

 

Uma História de Amor

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Esta obra de Spike Jonze tem sido apelidada de muita coisa: genial, inspiradora, cliché, aborrecida, pouco clara, sublime… Mas ao contar a história de Theo, um solitário escritor de cartas por encomenda, e a sua relação amorosa com uma inteligência artificial com consciência própria, o realizador consegue harmonizar o que muitos consideravam impossível: humanos e máquinas. Passado num futuro não muito distante, este filme está nomeado para 5 estatuetas douradas.

 

Crítica por Ricardo Rodrigues

http://www.youtube.com/watch?v=WzV6mXIOVl4