Tal como aconteceu o ano passado, a cidade do Porto ficará mais um ano sem Feira dos Livro. A Câmara Municipal do Porto afirma ao jornal Público que “não vê satisfeitas as condições de confiança necessárias para a assinatura de qualquer protocolo com a APEL”.

No entanto, Paulo Cunha e Silva, vereador da Cultura da Câmara do Porto, assegurou ao Público, no início deste mês, que se iria realizar a feira, em julho, na Rotunda da Boavista. Relativamente às declarações de Paulo Cunha e Silva, o presidente da APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, João Alvim, declara ao mesmo jornal que “deve ter sido qualquer mal-entendido. Eu não estive nas reuniões, mas as pessoas que participaram não estavam mandatadas para aceitar um acordo que não implicasse um apoio financeiro para os próximos anos”.

Em resposta às declarações de João Alvim, a autarquia do Porto acrescenta que “a 20 de Fevereiro, o secretário-geral da APEL comunicou por escrito à Câmara Municipal do Porto que iria anunciar oficialmente a data e o local da Feira do Livro no Porto, por ocasião da abertura das inscrições para a Feira do Livro de Lisboa”. Para além disto, a Câmara Municipal do Porto refere que devido à quebra de confiança entre as duas entidades, o processo não pode continuar.

Em continuação, João Alvim considera que as declarações da câmara são abusivas,  relativamente “à quebra de confiança” e que há “uma certa falta de vontade” por parte da autarquia em aceitar o compromisso para vários anos. Acrescenta, ainda, que a APEL está disposta a receber o protocolo para o analisar e dar uma resposta sobre o mesmo.

Com o fim do protocolo entre as duas entidades, que fornecia um apoio de 75 mil, em 2012, a APEL propôs que o município do Porto assinasse um outro protocolo plurianual que definia uma comparticipação financeira para os próximos anos de forma a compensar o financiamento da organização deste ano. No entanto, a proposta da APEL não foi aceite, e durante mais um ano a Feira do Livro não se realizará na cidade do Porto.