Woe é o nome da mais recente peça em cena no Teatro Municipal Maria Matos. Lisboa acolhe, desde 27 de fevereiro, uma viagem pelas memórias de uma infância marcada pela violência, contada pela voz de três adolescentes. 

A dramaturga e encenadora húngara Edit Kaldor volta a Portugal e ao Teatro Municipal Maria Matos, depois da sua participação no Alkantara Festival, em 2010, com C’est du Chinois.

Edit Kaldor estudou Teatro na Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque, e no University College, em Londres. Desde então, estabeleceu-se em Amesterdão e colaborou em múltiplos espetáculos e argumentos cinematográficos. As suas peças foram representadas nos quatro cantos do mundo, pelo que, atualmente, Kaldor é já um nome reconhecido no panorama teatral contemporâneo.

Até dia 1 de março, o público português poderá assistir a Woe, uma história sobre a aflição, a angústia e a mágoa deixadas por experiências dolorosas decorridas na infância. Nesta peça apresentada em inglês, com legendagem, a psique das vítimas de abuso infantil é investigada e desenredada numa tentativa de compreensão dos mistérios da memória humana.

O público terá a oportunidade de participar numa conversa com os artistas após a apresentação do espetáculo, no dia 28 de fevereiro.

Com a interpretação de David de LangeTirza Gevers e Kobbe Koopman; texto de Karmenlara Ely e da própria Edit Kaldor, Woe é  uma coprodução House on Fire, com o apoio do Programa Cultura da União Europeia.