A exposição itinerante, Street Art – Um Panorama Urbano, dos portugueses Miguel Januário, com o projeto maismenos, e Alexandre Farto (mais conhecido como Vhils) foi inaugurada este sábado, dia 22, na Caixa Cultural de São Paulo, no Brasil, indo passar também, no decorrer do ano, pelo Rio de Janeiro e por Brasília.

Como a curadora portuguesa Leonor Viegas refere em declarações à CMais, “essa arte que nasceu nas ruas, e até a pouco tempo era marginalizada, se tornou como a cultura pop de nossos tempos. Eu acho que ela vai marcar uma geração e foi isso que quisemos mostrar aqui”.

Inclui também obras de Banksy, dos franceses Jef Aerosol e Rero, do brasileiro Nunca e da dupla italiana Sten Lex. Segundo a curadora, “em comum, todos estes artistas têm o trabalho que estão fazendo na rua, e esse foi o ponto de partida da seleção para essa exposição. Também tentei mostrar um pouco de algumas técnicas diferentes (stencil, poster, colagem, instalações) que todos eles utilizam”.

Alexandre Farto, ou Vhils, conhecido pelos seus retratos nas paredes, esteve em abril no Brasil, deixando diversos trabalhos realizados no Rio de Janeiro, como numa favela em processo de reestruturação urbana, no bairro de Copacabana. Miguel Januário, por seu lado, só vai ter a sua primeira intervenção artística em território brasileiro quando a exposição em que participa estiver patente no Rio de Janeiro. Com “trabalhos novos, dedicados ao panorama Brasil, todos feitos especificamente para esta exposição”, explicou ao jornal Público.

Miguel Januário, que ganhou notoriedade com o projeto maismenos, uma conceção artística que visava dizer “Estou num país que fala a mesma língua, o que para o meu trabalho é muito importante, porque me dá muito mais espaço de manobra. A língua para o meu projeto vai ser sempre um desafio que vou ter que saber contornar e ali é mais fácil. Além disso, esta é uma época interessante no Brasil, [com] a copa do mundo, toda a movimentação social que está a existir à volta disso”, referiu.