A Lisbon Movie Tour é o mais recente projeto para (re)descobrir Lisboa. Baseado em visitas guiadas em formato de passeio a zonas de Lisboa que serviram de cenário a filmes, os guias partilham as histórias e peculiaridades daqueles pedaços de Lisboa passados para o grande ecrã.

A autora do projeto, a italiana Liliana Navarra, começou a iniciativa, destinada a turistas portugueses e estrangeiros, em dezembro do ano passado. Em pouco tempo é possível percorrer Lisboa e passar pelos locais que foram palco de rodagens de filmes. Como revelou à Lusa, “existem mais de 16.000 filmes que tiveram ‘locations’ [locais de rodagem] em Lisboa, sobretudo nos anos 1940 e 1950. Quase todos são filmes americanos”.

A Lisbon Movie Tour tem já dois percursos definidos, em torno dos filmes Afirma Pereira e Livro do Desassossego.

O primeiro passeio, do filme de Antonio Tabucchi rodado em Lisboa nos anos 90, tem a duração de cerca de duas horas. Passa por locais icónicos de Lisboa como o Miradouro São Pedro de Alcântara, o Elevador da Bica ou o Convento dos Cardais, tendo o custo de 20 euros.

Já o segundo, que parte do filme de João Botelho, adaptado da obra de Fernando Pessoa, tem a duração de uma hora. Dá destaque a locais como Praça Dom Pedro IV, a Rua Augusta, a Igreja de S. Domingos e a Praça do Comércio e tem um custo de dez euros.

A visita guiada é feita com a ajuda de um tablet, onde são mostradas as cenas dos respectivos filmes conforme os locais que vão sendo visitados. Para fazer as reservas para os tours basta aceder ao site e contactar a LMT através de e-mail.

Em relação ao futuro do projeto, em entrevista ao Diário de Notícias, a responsável afirmou que para “abril está previsto um percurso dedicado aos 40 anos da revolução de abril, a partir do filme «Capitães de Abril», de Maria de Medeiros.” Confessou também que pondera incluir a zona de Sintra, onde foram rodados os filmes O Estado das Coisas, de Wim Wenders e A Nona Porta, de Roman Polanski, nestes roteiros.

Liliana Navarra, que fez o seu doutoramento em Cinema na Universidade Nova de Lisboa, espera futuramente tornar o projeto mais inclusivo, possibilitando as visitas guiadas a pessoas com mobilidade reduzida e a surdos.