A exposição “Potencial Económico da Língua Portuguesa” foi ontem, dia 18, inaugurada em Bruxelas, no Parlamento Europeu. Uma iniciativa do Instituto Camões (IC) em parceria com uma equipa do ISCTE, onde se olha para a Língua Portuguesa, a terceira língua europeia com mais falantes ‘maternos’.

Retomando os assuntos do livro homónimo, elaborado por Luís Retoo grande objetivo da exposição é “aproveitar e rentabilizar esta imensa mais valia que pode ser gerada pelo “Potencial Económico da Língua Portuguesa” e para isso a exposição vai ter uma “forte componente visual dos cartazes, que permite assim uma mais ampla divulgação deste importante trabalho de pesquisa. Os dados estatísticos mais relevantes são evidenciados com recurso a tabelas, fotografias” , refere o Instituto Camões em comunicado. O livro indica, por exemplo, a existência de 254,54 milhões de ‘falantes nativos’ de português, correspondente às populações dos 8 países de língua oficial portuguesa.

Isto é, correspondendo este universo de falantes e países a 3,66% da população mundial e a 3,85% do PIB mundial, se os aplicarmos a outras áreas, como as telecomunicações ou as redes sociais, podemos concluir, tal como o IC afirma, que “o valor económico da língua resulta sobretudo das economias de rede que lhe estão associadas e que quanto maior o número e a riqueza dos utilizadores de um idioma, maior o seu valor para o utilizador”.
É estimado que, em 2050, dentro de 35 anos, 350 milhões de pessoas vão usar o português como idioma materno, e tudo indica que continuará a ser a terceira língua europeia mais falada no mundo, depois do inglês e do espanhol. 

 mostra é patrocinada pelo eurodeputado centrista Diogo Feio e vai estar patente no 3º andar do Parlamento Europeu em Bruxelas (no Edifício ASP) até 21 de fevereiro.