Joalharia portuguesa única e irreverente, esta é a proposta de Diana Coelho, a designer por detrás da marca homónima que quer conquistar um lugar nos quatro cantos do planeta. Peças artesanais exclusivas e fáceis de adaptar a qualquer estilo são a essência do projeto que, desde 2010, leva as jóias portuguesas além-fronteiras.

Nada faria prever que, aos 21 anos, uma estudante de Arquitetura largasse toda a sua vida em Lisboa e se tornasse numa designer de joalharia profissional com atelier estabelecido na Índia, mas foi exatamente isto que Diana Coelho fez: “embora continue a ter um enorme fascínio pela poética de construção de espaços, o meu interesse passava por uma escala mais pequena (…) Desde criança que fazia pequenos acessórios e sempre me fascinou vir a saber mais sobre as técnicas de joalharia”.

Depois de concluir o Master of Arts em Jewellery na London Metropolitan University, Diana Coelho lança a sua própria marca em 2010 e, desde então, o seu trabalho já foi destacado nas mais variadas publicações, entre as quais a revista Cosmopolitan portuguesa.

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Peças da Coleção Woodland

Cada uma das peças das suas coleções é artesanal, concebida pela própria Diana no seu estúdio, na Índia. Para além das jóias, a designer está agora a alargar o seu campo de trabalho para outros acessórios, tais como: lenços, golas, malas ou relógios.

Gosto de definir o meu trabalho como eclético”, começa por revelar-nos a criadora – algo manifesto, já que coleções prévias da marca tiveram inspirações tão distintas quanto o grafitti e o tradicional azulejo português. A próxima coleção a ser lançada, Metamorphosis, centrar-se-á precisamente na metamorfose do material em si. “Muitas vezes são os materiais o ponto de partida da minha inspiração/coleções e nessa matéria não imponho a mim mesma qualquer limitação! Desde que tenha funcionalidade e se adapte bem ao corpo humano, utilizo desde tecidos, madeira, camurça, vários tipos de metais, resinas, plástico…”, confessa.

Sneak Peak da Nova Coleção Metamorphosis

Sneak Peak da Nova Coleção Metamorphosis

E embora cada coleção tenha uma inspiração particular, seja ela o país onde vive de momento ou até o último filme ou livro que viu/leu, Diana pretende que as suas peças sejam intemporais, isto é, não apenas usáveis “numa determinada season”. No fundo, a designer diz ser precisamente esse o grande desafio de um criativo: “encontrar um ângulo único de um determinado tema ou conceito, onde o balanço entre a ideia e materiais resulte numa harmonia perfeita”.

Inspiração e rascunhos - parte do processo criativo

Inspiração e rascunhos – parte do processo criativo

À venda através de uma plataforma online para todo o mundo, a joalharia e os acessórios da designer encontram-se também disponíveis em algumas lojas no nosso país: Craft Club e Rosa 78, em Lisboa; Muuda e Bling Bling, no Porto e Mau Feitio, em Coimbra.

Mas o que faz com que uma jovem designer portuguesa escolha um país como a Índia para estabelecer o seu trabalho? Diana Coelho responde que “a Índia tem muito para oferecer a todos os níveis”. Aponta como ponto forte, principalmente, uma cultura muito rica” e complementa afirmando: “embora completamente diferente de qualquer outro sítio que tenha visitado ou onde tenha vivido, tem sido uma aventura incrível que me tem feito crescer e evoluir muito como designer e como pessoa.

Marca Diana Coelho Accessories

Marca Diana Coelho Accessories

E quais os próximos planos para a marca? Diana Coelho encontra-se presentemente em competição no concurso Acredita Portugal com um projeto imaginativo e aventureiro: “transformar uma Van e circular por Portugal e pela Europa com a minha loja POP UP, que ficaria localizada no centro de diversas cidades por um período de tempo, onde apresento os trabalhos da minha marca e de outros designers portugueses. Seria uma experiência única que quero imenso conseguir concretizar”.    

A conversa do Espalha-Factos com a jovem criadora termina sublinhando a importância da persistência e do empreendedorismo, aliados à criatividade: “Sou uma pessoa cheia de ideias e sonhos e (…) esforço-me ao máximo para alcançar os meus objetivos. Nada me faz mais feliz que trabalhar no que gosto e desenvolver projetos em que acredito!”.