A Feira do Livro do Porto, ainda sem data marcada, abandona a Avenida dos Aliados para regressar à Rotunda da Boavista, local onde já esteve instalada durante alguns anos.

No ano passado, pela primeira vez desde 1930, a Feira do Livro não se realizou. Contudo, o vereador da Cultura da Câmara do Porto, Paulo Cunha e Silva, declara que possa ocorrer em julho, após a edição de Lisboa, como já é costume. Ainda que a Associação Portuguesa de Escritores e Livreiros (APEL) não tenha anunciado a data da Feira do Livro de Lisboa, é previsível que esta aconteça, à semelhança do ano passado, entre maio e junho, de modo que a do Porto deverá ficar marcada para julho.

Com a Avenida dos Aliados fora do leque de localizações possíveis para a instalação da Feira do Livro, as escolhas recairiam entre a Rotunda da Boavista ou o Pavilhão Rosa Mota, onde a feira também já se realizou. Porém, a Rotunda da Boavista foi a opção preferida da APEL, uma vez que, segundo declarações dadas ao Público, “ali é um outdoor visível, um local que intercepta pessoas e onde a feira se afirma naturalmente”.

Este ano a Rotunda da Boavista, que vai receber a iniciativa, não é a mesma, em virtude da requalificação urbana que sofreu, tendo sido objeto de um projeto do arquiteto Siza Vieira, que se encontra por concluir, uma vez que a instalação prevista de uma cafeteria ainda não aconteceu.

Em 2009, quando a Feira do Livro abandonou o Pavilhão Rosa Mota e se instalou na Avenida dos Aliados, a APEL e a autarquia assinaram um protocolo, válido por quatro anos, que definia o apoio do município com uma comparticipação financeira de 300 mil euros. Porém, após o final da vigência do contrato, o município recusou-se a continuar a apoiar o evento nos moldes anteriores. Este ano não será a Câmara a custear o evento, que apoiará apenas de forma logística.