O vencedor de um Oscar da Academia Maximilian Schell partiu este sábado, aos 83 anos, devido a uma “doença súbita e grave“, como informou a sua agente Patricia Baumbauer.

O ator, nascido a 8 de dezembro de 1930 em Viena, capital da Áustria, tornou-se num artista reconhecido internacionalmente nos anos 60 e 70 e uma presença regular em diversas produções cinematográficas norte-americanas de renome.

Estreou-se na representação aos 23 anos, com papéis de comédia em várias peças de teatro. Continuou no mundo dos palcos até ao final da sua carreira, participando em várias projetos conceituados, como a peça Ressurection Blues, encenada pelo realizador Robert Altman.

Tal como muitos atores europeus da sua geração, Maximilian Schell atingiu o sucesso no mundo de Hollywood, sendo aplaudido pela crítica e pelos espetadores de todo o mundo pelos seus desempenhos nos mais variados filmes da indústria. Começou no grande ecrã aos 28 anos no filme O Baile dos Malditos, realizado por Edward Dmytryk e protagonizado por Marlon Brando e Montgomery Clift.

Esteve nomeado por três ocasiões para os Oscars, mas só na primeira, em 1962, é que conquistou os louvores da Academia, pelo seu papel no filme O Julgamento de Nuremberga, de Stanley Kramer. Schell regressou a esta recriação da condenação dos crimes do Holocausto em 2000, na versão teatral levada à cena em Nova Iorque.

O ator voltaria a ser agraciado pela Academia na década de 70, recebendo nomeações de Melhor Ator Principal em 1975 por O Homem das Duas Faces, de Arthur Hiller, e de Melhor Ator Secundário dois anos depois, graças a Julia, de Fred Zinnemann.

O sucesso além fronteiras foi acompanhado pelo êxito na Áustria, participando em diversas produções europeias, quer no Cinema, quer na televisão. Mas é pelos personagens que interpretou na América que é mais recordado. Tal como os desempenhos já mencionados, ficaram também célebres as prestações do ator em A Grande Batalha, de Sam Peckinpah, Os Escolhidos de Jeremy Kagan, Uma Ponte Longe Demais de Richard Attenborough, e em vários telefilmes.

Além do Teatro, do Cinema e da Televisão, Maximilian Schell também se aventurou pela ópera, acedendo ao convite do tenor Placido Domingo para colaborar numa encenação de Lohengrin, de Richard Wagner, em 2001, voltando em O Cavaleiro da Rosa, de Richard Strauss, em 2005.

Maximilian Schell tinha adoecido no passado dia 18 de janeiro e esteve internado até receber alta hospitalar no dia 28. Morreu hoje, aos 83 anos, e o seu último desempenho no Cinema foi no filme Les Brigands, que está previsto estrear ainda em 2014.