Ainda a colher os frutos do sucesso que 2013 lhes trouxe, os The Quartet of Woah! tomaram um pouco do seu tempo antes de subirem ao palco do Santiago Alquimista, a propósito das Balcony Tv Sessions, para falarem com o Espalha-Factos. Ainda a promover o seu álbum Ultrabomb, de 2012, mas já a preparar o seu sucessor, Gonçalo Kotowicz, Rui Guerra, Miguel Costa e André Gonçalves conversaram descontraidamente sobre a dinâmica da banda, o estado da cultura em Portugal e o que têm programado para 2014.

EF – Antes de mais, o “Woah” de The Quartet of Woah! pronuncia-se “uou” ou “uá”?

Gonçalo – Epá, é assim, nós pronunciamos como “Quartet of Uá”, mas sabemos que a pronúncia correcta, pelo menos para o pessoal que tem o inglês como primeira língua é “Quartet of Uou”. Mas é como quiseres, em Inglaterra dizíamos “The Quartet of Uou” senão ninguém ia perceber!

EF – Vocês tiveram um último ano de 2013 recheado não foi? Desde passagens no Super Bock Super Rock, no Milhões de Festa… Que balanço é que vocês fazem de 2013?

Rui – Bastante positivo, surpreendente até. Nós andamos há vários anos nisto e esta foi a reacção mais acelerada. Este ano foi o culminar de uma boa resposta ao trabalho que tivemos, e tivemos bastante trabalho. Fomos bastante acarinhados pelo público, foi bastante bom.

EF – Inclusive, o vosso álbum Ultrabomb foi lançado em 2012 mas figurou em muitos tops de álbuns nacionais de 2013. Acham que isso foi uma questão de timing, por ter sido lançado no final do ano, ou todo este trabalho de estrada ajudou a fazê-lo chegar a mais pessoas?

Rui – O álbum saiu numa altura perigosa, foi ali no fim do ano…

Gonçalo – A novembro, 25 de novembro.

Rui – É um álbum de 2012, portanto tem de figurar numa série de suportes no ano de 2012, mas o ano dele é, na verdade , 2013. Foi aí que o trabalho foi mostrado e desenvolvido…

Gonçalo – Foi mais promovido, as críticas todas saíram nessa altura…

Rui – Foi aí que a coisa amadureceu também a nível de palcos, portanto, foi um acontecimento de 2013 relativamente a um álbum de 2012.

Gonçalo – Mas é claro que, sabendo nós que essas cenas são restritas nesse aspeto, tipo “OK, é um álbum de 2012, figura nas listas de 2012”, pá, ter aparecido em algumas listas deste ano deixou-nos muito contentes. Provavelmente deixou-nos a pensar: “Ia, deve haver muita gente chateada connosco” (risos). Mas é muito bom pois, como o Rui estava a dizer, foi provavelmente a cena mais imediata que tivemos. Nós começámos a tocar e demos poucos concertos antes de lançar o disco. Também há essa particularidade na banda, ninguém nos conhecia de lado nenhum, nós praticamente não tínhamos tocado e resolvemos gravar um LP logo com uma hora. Então, foi assim um processo… quando nós aparecemos, não foi uma banda cujos amigos já conheciam ou que já tivéssemos não sei quantos concertos na bagagem. Foi muito imediata a aceitação toda do pessoal que ia vendo e, então, depois do disco sair em Novembro, apanhou-nos desprevenidos. Foi muito bom.

EF – Vocês já devem estar carecas de falar neste assunto, mas qual é o conceito por detrás de The Ultrabomb?

Rui – Nós pegámos numa coisa bastante simples, era um livro infantil que tratava de uma forma muito engenhosa as questões que realmente importam numa sociedade e, mais fortemente, os malefícios que determinadas sociedades podem trazer. Resolvemos, portanto, criar música à volta disso, foi um fulcro, mas não queríamos musicar uma história, não era essa a intenção. Queríamos sim criar alguma coisa à volta daquilo, foi esse o exercício. Mas esse é um álbum com uma intenção político-social muito forte e direta, é mesmo esse o seu propósito, é sobre uma história básica de mau uso do poder dentro de uma sociedade.

EF – Apesar de ser ficção, parece-nos que uma faixa como The Machine Limps Towards the End contém uma crítica velada ao paradigma actual.

Rui – Sim, claro. Precisamente a The Machine Limps Towards the End é um retrato de uma sociedade moribunda e passiva relativamente a um estado social.

Gonçalo – Toda a coisa fez muito sentido quando apareceu, porque nós andávamos um bocado à volta do que é que íamos escrever, queríamos fazer qualquer coisa e vá lá que o Rui descobriu esse livro. Quando ele mo mostrou fez todo o sentido porque o paradigma, como disseste e bem, neste momento e quando nós começámos a escrever, que foi em 2011, é mau. Isto está tudo uma grande merda e nós aproveitámos, já que temos coisas para dizer, esta “conjuntura”, como se costuma dizer. Fez sentido: havia um livro, nós queríamos escrever qualquer coisa, aquilo serviu como suporte e nós gostámos da ideia de fazer algo conceptual, gostámos da ideia de sermos uma banda que não esconde que tem ideais políticos ou que é crítica a esse nível.

EF – Como é que vocês se formaram enquanto The Quartet of Woah!?

Gonçalo – Isso é segredo de Estado… (risos) Basicamente, eu e o Rui já há algum tempo que queríamos fazer qualquer coisa juntos, já tínhamos tocado noutras bandas um com o outro, mas nunca tinha sido nada que tivesse vindo das nossas cabeças, da nossa criatividade. Mais uma vez, quando a conjuntura foi a correcta, ele teve mais tempo livre pois deixou de tocar na banda onde estava, eu também larguei a banda onde estava e ficámos com mais tempo para começarmos a trabalhar nisto. Depois, eu já tinha tocado com o Migas noutros projectos, achei que ele era, de facto, o baterista certo para isto, o Rui depois trouxe o André e houve química.

Rui – Foi uma questão de sorte.

EF – E vocês, enquanto banda, como é que abordam o processo de composição?

Gonçalo – Isso é que é mesmo segredo.

(Risos)

Rui – É?

Gonçalo – É mesmo segredo porque depois toda a gente quer fazer igual… (risos) Pá, não sei. O Ultrabomb foi escrito de determinada maneira, mas neste momento estamos a trabalhar no próximo disco com uma abordagem diferente, portanto varia.

Rui – No fundo, é sempre favorável não pensar muito quando estás com um instrumento. Eu pelo menos tenho esta ideia, que não estou a ocupar muito a minha cabeça. É importante tocar, ou seja, existe ali um período de troca de ideias, e se essa troca de ideias é maioritariamente feita longe dos instrumentos, ou sem eles, isso poderá ser um processo. Esse exercício de conversar sobre qualquer coisa, desenvolver uma ideia e depois, despretensiosamente, pegar no instrumento com a cabeça…

Gonçalo – (interrompe) Porque para o Ultrabomb já tinhas uma história, sabias que ias contar aquela história e ias acrescentar umas coisas. O que fizemos foi, já que temos uma história, temos um conceito, quisemos musicar as coisas. Agora não temos um livro, não vamos partir de outro livro, portanto estamos a abordar a composição de uma maneira diferente, temos feito mais coisas em estúdio, temos experimentado mais ideias juntos. Por exemplo, desta vez temos trabalhado primeiro mais o instrumental do que propriamente as vozes ou a própria lírica das coisas. Vai evoluindo.

EF – Seria correcto afirmar que não têm uma fórmula definida?

Rui – Não, é preciso testar as coisas de ângulos diferentes. Faz parte, acho que pensámos nisso até. Faz parte desse esforço, fizemos de uma maneira, agora vamos fazer de outra.

Gonçalo – Podes chegar ao estúdio com uma música feita, mas depois no estúdio há toda a orgânica… “epá, vamos experimentar isto assim ou vamos mudar isto acolá”, portanto, também não há ditadores.

EF – Vocês os dois têm uma dinâmica vocal muito interessante. Como é que chegaram a esse grau de entendimento harmonioso?

Gonçalo – Isso também é segredo… (risos)

Rui – Na verdade não houve um grau de entendimento… quero dizer… não é ele fazer uma quinta e eu fazer uma terceira…

Gonçalo – (interrompe) Houve uma altura em que nós percebemos que as nossas vozes funcionavam juntas. Primeiro, antes disso, eu já era vocalista e ele já era vocalista. Depois, numa banda onde já estivemos os dois, ele era vocalista principal e eu a dada altura comecei a fazer uns apoios, uns “backing vocals”, e percebemos que funcionava. Quando resolvemos fazer a banda achámos óbvio que nenhum de nós se ia assumir como “lead singer”, porque ambos somos “lead singers”, e pensámos que, se calhar um pouco como os Simon & Garfunkel, íamos cantar os dois…

Rui – (interrompe) E não houve adaptação, ele é o vocalista que sempre foi e eu também.

Gonçalo – Exacto.

Rui – Novamente, foi uma questão de sorte.

EF – E em que bandas é que vocês já passaram antes de fundarem os Quartet?

Gonçalo – Eu e ele [Rui] tocámos juntos nos Mélange, eu tocava nos Nicorette, o Migas tocava numa banda que eram, e são, os Zorg, antes disso nos Blasted Mechanism e o André tocava nos Philarmonic Weed. Nós também tínhamos tocado noutro projecto que eram os LunaSeaSane.

EF – Atualmente, não só em Portugal mas um pouco por toda a indústria musical, é muito difícil viver em exclusivo da música, especialmente tendo em conta que vocês praticam um género musical fora do dito mainstream. Como é que conseguem conjugar essas duas vidas?

Migas – Com muita ginástica horária.

Rui – Exacto e, da minha parte…

Migas – Menos horas de sono.

Rui – …são duas vidas. Uma segura a outra. A mim ajuda-me, se eu tiver de ser um artista operário, isso é super lírico. Do ponto de vista literário, isso é o mais interessante possível (risos). Não é? Se calhar quando começar a ficar feliz com tudo, não vou conseguir fazer boa música, sabe-se lá (risos). Não, mas, como é que se conjuga? Eu, pela minha vida toda, vi artistas plásticos, escritores, músicos, escultores, fotógrafos e tudo mais alguma coisa que tinham o trabalho deles e o emprego deles. Acho que isso é a condição portuguesa: se não fores, lá está, o mainstream da música, ou o mainstream da pintura, ou aqueles dois ou três que estão lá sempre… Eu acho que isso é, infelizmente, a condição do artista português, até do artista europeu. Acho que essa condição talvez não exista tanto nos Estados Unidos em relação à música porque é um país muito maior, tem muito mais gente, porque a coisa funciona de maneira diferente, houve toda uma cultura gerada para aquela situação. A coisa aqui funciona desta forma, os artistas para mim têm muito mérito, são pessoas que conseguem arranjar duas vidas e terem paixão pelas coisas não obstante.

Gonçalo – Pois, acho que, não acrescentando muito mais, toda a gente sabe que ser músico em Portugal é complicado, toda a gente sabe que em Portugal não se dá valor à música, especialmente à portuguesa, e não estou a falar da música portuguesa que inclui guitarras portuguesas, fado e contrabaixo. Estou a falar do Rock, do Pop-Rock, dessas coisas todas, faz-se muito boa música em Portugal e não há esse reconhecimento. Continua a haver aquela mentalidade de “isto cá é difícil, isto cá não dá” e mesmo lá fora há um bocado de preconceito com a música que se faz em Portugal. Tu sentes, quando tocas num país que não o teu, que as pessoas ficam surpreendidas e dizem “wow, mas isso faz-se em Portugal?” porque o que elas estão à espera de ouvir de Portugal são os Deolinda, os Madredeus e a Mariza. Portanto, ainda há muita barreira, há muita coisa a fazer para que músicos como nós consigam viver verdadeiramente disso. Como o Rui estava a falar, há outros países que têm apoios, programas que exportam a música tão bem. O melhor exemplo será o Canadá, que recebe tanto dinheiro à pala de exportar e apoiar as suas músicas de bandas como os Arcade Fire ou Broken Social Scene, só que são mentalidades diferentes e isso demora muitos anos a mudar.

Rui – Tu não estás à espera disso num país destes, porque os governantes deste país ainda não se aperceberam que sem arte não ganhas nada. Não ganhas o coração das pessoas e por isso não mexes esta máquina.

EF – A cultura acaba por ser um reflexo da sociedade…

Gonçalo e Rui – (em uníssono) Completamente!

Gonçalo – Isso é verdade desde os tempos antigos e há de continuar a ser. Isto às tantas é um assunto já batido e “blá blá blá”, mas basta passares num quiosque e tu vês o que é que está nas primeiras páginas das revistas e aquilo que vende é a cultura da treta pop, consumível e rápida da TVI e é isso que as pessoas gostam, é isso que as pessoas vão continuar as gostar porque é isso que as entretém, e enquanto viveres num país onde a cultura é isto… não vou dizer que a cultura é só isso em Portugal porque sei que não é, obviamente. Eu próprio sou agente cultural, trabalho no meio, somos todos artistas mas é complicado porque tu vais tocar, por exemplo, a Viana do Castelo, e tu precisas de ir tocar a Viana do Castelo porque precisas de tocar por esse país fora para as pessoas te conhecerem, só que para lá ires gastas no mínimo 300 euros. Agora, se lá só te pagam 250 ou 300, porque também os desgraçados não recebem apoios de ninguém, e tu vais porque queres “rockar”, sabes que vais perder dinheiro. Depois chegas a casa e a tua mulher pergunta-te “Então, fizeram dinheiro?” e tu “Não, pá, perdemos 100 euros.” e é assim que as coisas são.

EF – Apesar de tudo, como é que traçam o estado da cena underground em Portugal?

Gonçalo – Está boa, se não fosse a cena underground nós não tocávamos e estas bandas [o restante cartaz da Balcony TV, composto por João Lobo, Ciro, Mulherhomem e Miss Lava] não tocavam.

Rui – A cena está super forte.

Gonçalo – Está muito bom.

Rui – Está com interesse pela arte e pela cultura.

EF – É que mesmo não havendo grande mecenato ou apoio do Estado, parece que tem havido uma ressurgência no apoio às pequenas bandas, ou até na promoção de cartazes diversificados, como aquele no qual vocês participaram no Jameson Urban Routes.

Gonçalo – Sim, sim. Na cena underground… vou voltar a falar em Viana do Castelo, já que falei neles. Lá tens a AISCA, e a AISCA está a mexer com Viana do Castelo. Agora existem pequenas associações que estão a fazer um grande trabalho, a Transforma [sediada em Torres Vedras], a Operação Cresfunto ao pé de Alcobaça… toda essa malta mexe-se muito bem. Mas lá está, o meio underground é isso mesmo, são bares, é o que a malta curte fazer e é para aonde nós vamos e passamos maior parte do tempo a tocar, mas não é onde tu ganhas dinheiro.

EF – O Ultrabomb também tem um especial cuidado na apresentação gráfica. Acham que é dessa forma que as bandas deviam apostar com o mercado atual?

Rui – Claro. Até por algumas lógicas diferentes. Uma delas passa pelo cuidado geral da peça, e a peça não é só o ficheiro WAV, não é só o som, é todo o conjunto e isso é uma coisa que é interessante de reavivar, porque as pessoas antes viviam essa cena. Era uma altura mais materialista deste mundo, materialismo no sentido físico, e havia um corpo, o formato de todo o trabalho. E depois todo esse trabalho exige criatividade de diversos artistas, como o excelente artista Pedro Semeano que fez a capa, o excelente artista Hugo Azevedo que nos fez um vídeo e essas pessoas entram nesta confluência, eles são artistas que fazem parte deste trabalho.

Gonçalo – E é diferente pegares num CD, e não quero estar a puxar a brasa à minha sardinha, como o nosso e pegares num CD que é uma jewelcase com um booklet todo manhoso lá dentro. É diferente, é mais empolgante e mais fixe. As pessoas até compram dois para ter um fechado e guardado (risos).

EF – Projetando 2014, quais é que são os vossos projetos para o resto do ano?

Gonçalo – Ganhar dinheiro!

(risos)

Rui – (entre risos) Não, esse não é um dos projetos. Bem, os projetos para este ano são uma coisinha para gravar, coisinha pouca, pelo menos uma. Temos alguns concertos agendados, outros irão concentrar-se mais para a altura do Verão.

Gonçalo – Para já temos concertos marcados até Novembro. Como ele disse, queremos gravar o trabalhinho.

EF – Estão a pensar em marcar datas além-fronteiras?

Gonçalo – Sim, íamos sair agora em Março, mas infelizmente, lá está, por razões profissionais inadiáveis, de repente tivemos de cancelar seis datas em Espanha. Se vivêssemos só da música, mas como não vivemos… Mas vai ser um ano preenchido, vamos continuar a bombar o Ultrabomb, porque ainda precisa de ser mais tocado e promovido, estamos a compor… e pronto vamos continuar a tocar e a “rockar” que nem uns animais, que é isso que a gente gosta.

EF – O álbum novo em princípio já não terá um conceito definido?

Rui – Há sempre um conceito, mesmo quando tu achas que não há… (risos)

André – Mesmo quando pode parecer que não há, ele existe.

Gonçalo – Quando o Rui estava a falar há bocado dos processos de composição, referiu que uma das coisas que fazemos é que trocamos de ideias e conversamos. É isso que temos feito precisamente, conversámos muito. Chegámos ali a uma altura em que queríamos começar a compor temas novos e isso teve de ser conversado. E mais não posso dizer (risos).

André – Para nós há sempre conceito, pode não ser visível mas é conceptual.

Gonçalo – Nem que seja uma ajuda, uma muleta de composição.

Em jeito de conclusão, quais é que foram para vocês os highlights de 2013?

Rui – O highlight invariável de 2013 é o Super Bock Super Rock, que foi uma excelente surpresa.

Gonçalo – O Super Bock, Londres…

André – Londres, mais do que um highlight, foi um ponto de viragem.

Rui – Londres foi muito mais importante que isso, claro.

André – Mesmo para nós.

Gonçalo – Sim, para nós foi muito importante chegar a um sítio onde as pessoas ainda não nos conheciam, já haver um hype à nossa volta, as pessoas irem lá para nos verem e ficarem rendidas ao nosso som. Para nós, enquanto banda, foi aquela emancipação, o ritual de passagem à vida adulta, tipo “Ok, we can do this”.

André – Como um baile de debutantes. E o curioso é que foi a primeira vez que vieram falar connosco por causa das letras das músicas. Cá, talvez por não cantarmos em português, é aquela coisa à qual o pessoal menos liga. Mas lá não, cantamos na língua deles e eles vieram falar connosco que gostavam muito das letras e que as tinham compreendido e que tinham percebido a mensagem. Nós ficámos “Woah! Finalmente alguém percebeu o que se passa aqui.”

Gonçalo – Houve depois os concertos que fizemos cá com o The Killing Floor… Pá, francamente 2013 foi um ano bestial para nós. Claro que o Super Bock foi importantíssimo, houve muita gente a ouvir-nos, foi importante para a banda… Foi um grande ano.