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Aeroporto de Lisboa acolhe low cost canadiana a partir de junho

A companhia aérea Air Canada lançou em julho a sua low cost, Rouge. Pouco menos de um ano mais tarde, instalar-se-á numa base do aeroporto de Lisboa, de forma a ligar a capital portuguesa a Toronto. A Rouge segue o exemplo de duas outras low costs, a EasyJet (desde abril de 2012) e a Ryanair, que pretende ter as ligações aéreas em funcionamento a partir de abril. Esta última abrirá também novas rotas, com destino a Marselha, Pisa, Manchester e Dole.

A gestora aeroportuária nacional ANA, vendida no ano passado ao grupo francês Vinci, avançou com estatísticas e previsões. Em 2013 observou-se um crescimento de 5% no tráfico aéreo, suportado na sua grande maioria pelas low cost. Estimam-se que dos 16 milhões de passageiros em circulação pelo aeroporto da capital (metade dos passageiros a nível nacional), 700 mil sejam novos, e apenas em Lisboa. A abertura desta base levará ao total de 37 transportadoras aéreas regulares na Portela.

O ano que passou também contou com um aumento no número de lugares oferecidos, para um total de cerca de 20 milhões. Em termos de tráfego, a mais bem sucedida foi a TAP, com uma quota de 59%, seguida pela Easyjet (11%) e a Lufthansa (3%). No entanto, o crescimento absoluto de 5% que se verificou deveu-se aos passageiros que optaram pelas companhias de baixo custo – que representam mais de 60% do número total.

Jorge de Ponce Leão, Presidente da ANA, estima um crescimento global da rede de 4% para o ano de 2014. Em termos físicos, significa que o tráfego deverá ultrapassar os 33 milhões. Este valor é considerado pelo presidente como sendo “sustentável”, porém, este faz também menção ao aumento da capacidade das companhias de aviação – como a TAP em voos transatlânticos – que poderá ter uma influência positiva no balanço final.

Apesar de a primeira ligação de Portugal ao Canadá pela Rouge estar agendada para o dia 21 de junho, a companhia já está a aceitar reservas.

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