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Palácio da Pena inaugura restauro do Salão Nobre

Foi no passado dia 23 de janeiro que o Salão Nobre do Palácio da Pena renasceu com nova vida. A restauração que durou três anos está finalmente concluída, num projecto que implicou um investimento de cerca de 262.500 euros.

Segundo a sociedade Parques de Sintra-Monte da Lua (PSML), responsável pelo monumento, a necessidade de intervenção no Salão Nobre era urgente devido a algumas condições degradadas do espaço, tais como “o pavimento em mau estado, os vitrais e as porcelanas com fracas condições de conservação, os estuques deteriorados e a desaparecer, o mobiliário alterado relativamente à sua cor original e as infraestruturas ultrapassadas relativamente às necessidades atuais do Palácio”.

A restauração do salão nobre do Palácio da Pena, construído a partir de 1839 a mando de D. Fernando II, abarcou não só a reabilitação geral das infraestruturas mas também restaurações ao nível de pavimentos, de revestimentos, dos lustres, vitrais e mobiliário, especialmente encomendado pelo monarca.

Contando com análises de materiais do Laboratório José de Figueiredo, procurou-se reapresentar o salão no seu estado original. Para tal, foram realizadas análises cromáticas em laboratório para se encontrar a cor original das paredes e os revestimentos de paredes e tetos foram tratados de forma a respeitar as técnicas originais.

O pavimento foi profundamente melhorado com renovados revestimentos em madeira e em estuque. O mobiliário foi todo restaurado, incluindo os estofos, recuperados em pele de cabra tingida com corante vermelho natural, para os manter fiéis aos originais. De forma a tornar visíveis os vitrais durante a noite, foram colocadas tiras de tecnologia LED no exterior das janelas, sendo que simultaneamente permitem reduzir consumos e os riscos de incêndio.

O restauro dos vitrais das janelas incluiu também a recuperação das caixilharias, a consolidação das calhas de chumbo e o tratamento das fraturas e lacunas cromáticas. Conforme descrito pela PSML, foi ainda colocado “um sistema inovador de deteção de incêndios com aspiração contínua do ar e sem recurso a caixas no teto”.

Um dos principais focos do projeto consistiu na recuperação das luminárias, nomeadamente o lustre e os tocheiros empunhados pelas estátuas dos “turcos”, que foram completamente desmontadas, limpas e apetrechadas com lâmpadas especiais.

Fotos do antes e do depois retiradas da revista Sábado:

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