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“O Lobo de Wall Street” censurado em várias parte do mundo

O mais recente filme de Martin Scorsese, O Lobo de Wall Street, tem criado bastante polémica pelo mundo fora. Além do uso constante de palavrões, as cenas altamente controversas têm sofrido cortes e censura em vários países.

O filme sobre o magnata da bolsa dos anos 80 não tem sido bem recebido por alguns países fora dos EUA, o que levou a cortes das cenas mais polémicas. Segundo o Daily Mail, mesmo em países mais liberais, O Lobo de Wall Street foi alvo de críticas devido à forma como retrata o dinheiro, as drogas e o sexo.

Face às constantes cenas de sexo e nudez, ao uso repetitivo de palavrões começados pela letra F (mais de 500) e à presença das mais variadas drogas, o próprio Martin Scorsese teve que tomar algumas precauções nos EUA para assegurar a classificação NC-17 (proibido a menores de 17 anos).

Noutros países o filme tem estreado com versões cortadas. Na Índia, três cenas foram cortadas, sendo consideradas ofensivas: a orgia gay, a sequência de masturbação em público de Jonah Hill e a cena de abertura com Leonardo DiCaprio e uma palhinha. No Líbano, apenas a orgia foi eliminada.

No Dubai, apesar da sua reputação menos conservadora, a distribuidora regional Gulf Film cortou cerca de 45 minutos do filme que tem três horas de duração, deixando a audiência desapontada e confusa com a sequência dos eventos. Em Singapura, apenas os espectadores com mais de 21 anos poderão assistir à longa-metragem e em apenas sete cinemas. Por sua vez, no Nepal e na Malásia O Lobo de Wall Street foi mesmo banido.

Numa recente entrevista à Associated Press, segundo o Daily Mail, Leonardo DiCaprio revelou que ele e Scorsese, durante as filmagens, olhavam um para o outro e perguntavam-se se estariam a ir longe demais, sendo que raramente a resposta era “sim”.

Christian Mercuri, presidente da Red Granite, a empresa que financiou o filme, afirmou ao The Hollywood Reporter que “alguns dos conteúdos do filme tornam difícil a sua estreia em certos territórios onde há censura e podem mesmo banir os filmes”. Acrescentou ainda que “certamente nos preocupa que estejam a cortar o nosso filme, mas todos os países são diferentes”.

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