O De 0 a 20 regressa ao Espalha-Factos numa edição especial, onde serão avaliados 20 programas que marcaram o ano de 2013. Recorda connosco os formatos emitidos pela RTP, SIC e TVI.

Dancin’ Days (SIC)

Dancin Days

Estreou em 2012 e manteve-se no ar ao longo de mais de um ano. Dancin’ Days foi a novela portuguesa mais vista de sempre, em média, da SIC e um verdadeiro caso de sucesso. Os portugueses pararam para seguir a história de amor de Júlia (Joana Santos) e Duarte (Albano Jerónimo). O balanço final dos 340 episódios de novela foi feito numa análise mais extensa, em setembro, pelo Espalha-Factos, mas nunca é de mais assinalar que, o facto das personagens e histórias estarem próximas da realidade, permitiram que o público se identificasse com as mesmas e seguisse a novela.

Nota final: 16/20

Secret Story: Desafio Final (TVI)

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A TVI começou o ano com uma edição All Stars do Secret Story. A ideia foi juntar aqueles que, segundo a estação, eram os concorrentes mais marcantes da segunda e tercera edições (a primeira ficou automaticamente excluída por Teresa Guilherme, por não ter sido apresentada por si). Aquela que parecia ser uma ideia interessante, acabou por se revelar mais do mesmo. A polémica entre os concorrentes, os palavrões e os conflitos foram os trunfos principais deste jogo, que incluiu ainda a entrada de ex-namorados, convidados especiais, entre outras surpresas. Tudo isto, em menos de um mês. Apesar disso, acabou por sagrar Cátia Palhinha como vencedora, depois da derrota na segunda edição do formato e deu à TVI a liderança nas audiências durante o período em que foi exibido.

Nota final: 8/20


Vale Tudo (SIC)

vale tudo

João Manzarra começava o ano na SIC com um formato que o trazia de volta à apresentação a solo, depois de uma edição fracassada de Ídolos, ao lado de Cláudia Vieira. Ficou provado que formatos como o Vale Tudo são a praia do apresentador que, ainda que com a ajuda do teleponto, pode mostrar um pouco mais da sua capacidade de improviso e descontração. Para o sucesso deste programa foi ainda fundamental a escolha dos concorrentes fixos, com destaque para César Mourão, Inês Castel-Branco, Rui Unas e Filomena Cautela. Improviso, jogos entre amigos, muitas gargalhadas e música foram os ingredientes principais desta receita de sucesso, um dos formatos mais surpreendentes do ano. Espera-se que regresse em breve, com novos jogos e algumas novidades, mas com uma mecânica semelhante, simples e eficaz.

Nota final: 18/20

Depois do Adeus (RTP1)

Depois-do-Adeus-LogoA série de ficção histórica da RTP1 surge com um leque de outras grandes apostas, daquela que prometia ser a “nova RTP“, com uma imagem e conteúdos bem mais portugueses, um horário nobre diversificado e uma tentativa de subir nas audiências. Mas, tal como a maioria das outras apostas, Depois do Adeus perdeu-se entre a troca de horários e de dias de exibição por parte da estação (voltou à antena este mês de dezembro, em reposição nas tardes). Mas, tratamento à parte, Depois do Adeus cumpriu o objetivo: retratar a época dos retornados, tão marcante na história do nosso país. Uma realidade dura para muitos dos portugueses e com a qual muitos telespetadores, certamente, se identificaram. As comparações com Conta-me Como Foi são inevitáveis. Nesse aspeto, esta série esteve um pouco abaixo no que respeita à produção – é normal, o orçamento era, também, mais reduzido. Para além disso, a aposta no drama foi muito maior em Depois do Adeus, o que a tornou uma série um pouco mais pesada e adulta, não tão familiar como o Conta-me Como Foi.

Nota final: 15/20

Odisseia (RTP1)

bruno nogueira e gonçalo waddingtonEsta é, sem dúvida, a aposta mais arriscada da RTP1 neste início de 2013. Bruno Nogueira, Gonçalo Waddington e uma caravana: foram estes os pontos fortes de uma história ousada e diferente do que já se viu em Portugal. Odiada por alguns, amada por outros, Odisseia não tem uma narrativa contínua e muito menos previsível: era uma produção sem regras, em que não havia limites para quem a escreveu. Com humor negro, com o recurso a referências a filmes, músicas e a tradições portuguesas e com uma ténue linha entre a realidade e ficção, Odisseia chegou onde nunca antes se tinha ousado chegar. O conceito de metafilme poderia ser aplicado a esta série, em que constantemente a história era interrompida por discussões entre guionistas ou equipa técnica. Um falso cancelamento que na verdade não o foi e algumas críticas dos habituais espetadores da estação pública, marcaram o fim de uma odisseia televisiva, que tão depressa não se deverá repetir.

Nota final: 16/20

Destinos Cruzados (TVI)

destinos cruzadosA novela que marcava o regresso de Alexandra Lencastre como protagonista, ainda por cima em dose dupla, foi apelidada como a grande aposta da TVI para o início do ano. Destinos Cruzados prometia uma história forte, com muita emoção à volta da história das sósias e humor q.b. com as personagens de Pedro Teixeira, Maria João Bastos e Marina Mota. Mas a novela acabou por se perder e, quase um ano depois, continua no ar, arrastando-se na antena da TVI há vários meses. O sucesso de Liliane Marise dentro e fora dos ecrãs foram, sem dúvida, o grande destaque desta novela. Foi líder do top nacional de vendas e encheu o Meo Arena para um concerto de despedida. A personagem de Maria João Bastos foi o único motivo de celebração por parte da equipa que fez a novela. De resto, uma história um tanto ou quanto confusa, criticada até pelos atores e que não conseguiu agarrar os telespetadores. E assim a TVI traçou o destino desta novela de António Barreira.
Nota final: 11/20

Big Brother VIP (TVI)

big brotherJuntar vários famosos e fechá-los numa casa. Fazer regressar o formato original dos reality-shows em Portugal. Ter como apresentadora Teresa Guilherme. Fazer tudo isto no ano em que a TVI comemora 20 anos. Estrear o programa de uma forma repentina e surpreendente. Foi assim que surgiu em Portugal o Big Brother VIP (a terceira edição do formato com famosos) e que rapidamente se tornou em mais um sucesso de audiências. Se ao início o programa estava um pouco parado, rapidamente a produção decidiu aquecer o jogo e as audiências foram um reflexo disso mesmo. As galas tornaram-se verdadeiras caixinhas de surpresa, com convidados especiais na casa, visitas de familiares, convidados musicais, jogos, etc. Os diários repletos de missões e jogos diferentes para os concorrentes. O fator “famosos” e a divisão em duas partes – o barracão e a casa – foram outros dos ingredientes para o sucesso desta edição. E mesmo a entrar por pleno verão adentro, Big Brother VIP registou valores audiométricos bastante interessantes.

Nota final: 10/20

Bem-Vindos a Beirais (RTP1)

beiraisEm maio, quando estreou a primeira temporada de Bem-Vindos a Beirais, a RTP1 estava longe de imaginar que a série inicialmente pensada para 80 episódios, viria na verdade a ganhar cerca de 200 capítulos. A série protagonizada por Pepe Rapazote começou por não conseguir resultados muito positivos, tendo estreado às 22 horas. Mas quando passou a ser exibida às 21 horas, já no verão, a série que se passa na aldeia fictícia de Beirais não só subiu as audiências no horário, como ganhou uma nova temporada. Atualmente, a terceira temporada está em exibição e já se fala numa nova série. O público que segue a trama, diz que o facto de todos os episódios serem fechados, apesar da linha condutora contínua, é um dos pontos-chaves para agarrar os telespetadores. E a verdade é que com histórias simples e bem portuguesas, a série da RTP1 tem conseguido segurar, diariamente os portugueses.

Nota final: 14/20

Splash! Celebridades (SIC)

splashLevar uma série de famosos a saltar para uma piscina e avaliar esses mesmos saltos: um formato de sucesso em Espanha, mas que em Portugal não conquistou totalmente o público. Splash! Celebridades foi, mais do que uma demonstração de capacidades na modalidade, um desfile de estrelas e vaidades. O destaque vai para José Castelo Branco que vê neste programa a grande oportunidade de voltar a brilhar na SIC. Um festival de excentricidade, repleto de exageros e momentos que em nada acrescentaram à televisão. Escaparam-se alguns concorrentes que, realmente, quiseram mostrar o que valiam a “saltar” no Splash! da SIC. O balanço é fraco e o regresso de Júlia Pinheiro ao horário nobre não foi, de todo, o melhor…

Nota final: 9/20

Agora (RTP2)

agoraFilomena Cautela regressa à apresentação de um programa na RTP2, com o Agora. O magazine cultural, idealizado pela mesma e que estreou na estação pública em pleno verão. Ao domingo, Filomena Cautela leva até aos telespetadores os principais destaques culturais da semana e, diariamente, vai para o ar o diário do Agora, com cerca de 5 minutos. É sempre bom rever Filomena, ainda por cima num formato em que acredita, defendendo uma das coisas mais importantes para si: a cultura. Podia ser mais diversificado, talvez se grande parte da emissão de domingo não tivesse apenas uma voz off, que não a apresentadora. Mas Agora cumpre o seu objetivo, de uma forma diferente, e a nível técnico está muito bem executado. Uma forma diferente de apresentar a arte e a cultura do nosso país.

Nota final: 15/20

OK, KO (TVI)

OK KO ensaio geralUm tiro totalmente ao lado, foi o que acabou por ser este OK, KO. Os apresentadores tinham empatia – a dupla formada por João Paulo Rodrigues e Vera Fernandes acabou por resultar muito melhor do que aquela que apresenta Não Há Bela Sem João – mas o formato era patético. OK KO era como uma cópia descarada de Salve-se Quem Puder, da SIC, mas com jogos piores e um conceito chato e repetitivo. O programa acabou por ser cancelado e foi uma pena não poder ver, durante mais tempo, a apresentadora nos ecrãs da TVI. Vera Fernandes acabou por fazer apenas mais uma aparição como repórter do Somos Portugal mas tinha tanto para dar à televisão. Esperamos que regresse, num formato à sua altura.

Nota final: 6/20

Sabe ou Não Sabe (RTP1)

Sabe-ou-Não-SabeLeve, divertido, dinâmico e surpreendente: são estes os adjetivos que melhor descrevem Sabe ou Não Sabe, o formato que preencheu os sábados à noite na RTP1 desde meados de agosto. Depois de apresentar uma segunda edição de Feitos ao Bife, Vasco Palmeirim transitou diretamente para este programa que tem tudo a ver consigo, muito mais do que aquele que apresentou antes. A mecânica do jogo é simples e por isso resulta tão bem: a hesitação aliada à cultura geral, os impulsos dos concorrentes e o facto do programa ser gravado em exteriores, faz do Sabe Ou não Sabe um dos formatos que marcaram pela positiva a televisão este ano. E Vasco Palmeirim também conseguiu mostrar, definitivamente, o talento para o entretenimento – mais do que um apresentador, é um verdadeiro entertainer.

Nota final: 16/20

Dança com as Estrelas (TVI)

Dança-com-as-Estrelas1-300x300Cristina Ferreira estreia-se na condução de um programa a solo, em horário nobre, com Dança com as Estrelas, um renovado Dança Comigo que já havia sido emitido pela RTP1. A altura do ano não foi a melhor – um formato deste género merecia mais do que a silly season – mas a atual diretora de conteúdos não informativos da TVI mostrou aqui porque é que o público a adora. A cara do Você na TV! conseguiu brilhar a solo, num palco repleto de estrelas. E o leque de concorrentes do programa foi também bastante bom, acima do que é costume em concursos do género com famosos – dificilmente conseguirão um semelhante a este numa futura edição do programa. O programa familiar não arrasou nas audiências, mas conseguiu algum sucesso junto do público.

Nota final: 14/20

Cante… Se Puder (SIC)

cante-se-puderEnfrentar o seu maior medo enquanto canta e não poder parar de o fazer: era este o objetivo do programa de verão da SIC. Cante… Se Puder divertiu os portugueses durante algumas semanas, muito graças à capacidade de César Mourão na apresentação e à simpatia de Andreia Rodrigues, uma dupla consolidada ao longo de meses no programa Gosto Disto!. Acabou por se esgotar o formato e Cante… Se Puder acabou sem glória, com audiências muito em baixo do que conseguiu originalmente. As situações apresentadas eram ridículas, é verdade, e o programa foi bastante criticado. Um formato engraçado, não muito familiar, mas que certamente não voltará tão depressa à televisão portuguesa.

Nota final: 13/20

I Love It (TVI)

I Love ItPrometia ser a grande sucessora da série Morangos com Açúcar, mas I Love It nunca convenceu os telespetadores. Se por um lado, está bastante bem executada a nível técnico – os planos usados são inovadores, a filmagem é feita sob 360º, os próprios cenários são construídos como se se tratassem de verdadeiras casas e os planos sequência são bastante interessantes – por outro lado, I Love It não tem grande conteúdo a nível narrativo. Se em Morangos com Açúcar os dramas passados na escola ocupavam grande parte da história, aqui não há sequer cenas passadas em ambiente escolar e apenas os dramas do dia-a-dia de um grupo de amigos são seguidos. As festas, a praia e a boa disposição são os ingredientes-chave desta série, mas como a vida real não se baseia apenas nisso, o público não se identifica totalmente com isso. Apesar de tudo, I Love It já foi premiada e exportada para vários países. Destaque ainda para o regresso de Francisco Garcia, a estreia de Mia Rose como atriz e a revelação do ator Frederico Amaral como Rena.

Nota final: 9/20

Os Nossos Dias (RTP1)

Os Nossos DiasOs Nossos Dias foi apresentada como uma novela de longa duração e, segundo a estação, poderia ficar no ar ao longo de vários anos. Contudo, a aposta não foi bem sucedida e, apesar dos cerca de 300 episódios, as gravações já foram suspensas. Os Nossos Dias marca o regresso da ficção nacional inédita à hora do almoço e é uma novela assumidamente low cost, por isso, é maioritariamente gravada em interiores. A história tem algum interesse, mas falta algum ritmo à trama, o que acaba por fazer com que a ação demore algum tempo a avançar. A este nível acaba por ser menos bem conseguida do que Bem-Vindos A Beirais que, tendo um formato de série, acaba por ter um maior ritmo. De destacar o elenco com nomes sonantes e a aposta em Anabela Teixeira como protagonista, uma atriz muitas vezes subvalorizada na ficção nacional.

Nota final: 12/20

Sol de Inverno (SIC)

sol-de-invernoA SIC anunciou que Sol de Inverno seria a maior aposta de sempre da ficção nacional. A antecessora deixava nesta produção grandes responsabilidades, pois sendo Dancin’ Days a novela que tinha sido exibida anteriormente, a conquista do público era fundamental. Sol de Inverno conseguiu ter a estreia mais vista de sempre de uma novela portuguesa da SIC, mas rapidamente os valores desceram. Atualmente, consegue liderar ou vice-liderar todos os dias, um resultado bastante positivo. A história de Sol de Inverno não é tão interessante como a de Dancin’ Days, apesar de ser bastante citadina e talvez mais real do que a de Dancin’ Days, não existem tantos pontos fortes nas ações e não há uma ligação tão forte com as personagens. No entanto, continua a ser uma das melhores produções nacionais exibidas na televisão até hoje. E ter Rita Blanco e Maria João Luís como protagonistas é razão mais do que suficiente para seguir a história.

Nota final: 15/20

Quem Quer Ser Milionário? (RTP1)

quemquerEste foi o regresso do conhecido formato à televisão pública. Mas, mais do que isso, foi o mais do que aguardado regresso de Manuela Moura Guedes à televisão portuguesa. A aposta parecia ser garantia de sucesso: criou-se rapidamente uma expetativa à volta do programa. Contudo, as audiências acabaram por desiludir e o programa está longe de chegar à liderança. Manuela Moura Guedes regressou com uma imagem mais cuidada do que aquela que tinha sido a sua marca nos últimos tempos. A sua personalidade forte continua a ser o ponto mais interessante do programa, mas a mulher de José Eduardo Moniz ainda não encontrou por completo, três meses depois da estreia, o seu lugar no programa. Apesar de estar mais à vontade do que no início, a sua postura em relação aos concorrentes podia ser bastante melhor. Mas foi bom ver a também jornalista voltar num formato mais leve, longe dos polémicos telejornais que apresentou na TVI.

Nota final: 13/20

Secret Story 4 (TVI)

secretstory3casadossegredosA TVI voltou a apostar numa nova temporada do Secret Story: Casa dos Segredos (o terceiro reality-show da estação no ano de 2013). Mais do mesmo: Teresa Guilherme, um leque de concorrentes polémicos e uma Casa dos Segredos onde os conflitos são o ponto forte. O elenco desta edição conseguiu ser mais interessante que o da anterior, mas o nível a que o programa nos habituara desceu ainda mais, com constantes cenas de violência, palavrões, entre outros. A edição fica ainda marcada pelas constantes alterações de regras, sistemas de nomeações e votações ditadas pela Voz. Seria bom ouvir a Voz dizer “É tudo… para sempre“, para parece que o “… por agora” continuará a ser a palavra de ordem. Em janeiro há novo Desafio Final e já se fala numa quinta edição para setembro. O público adere, as audiências mostram isso e a TVI continuará a apostar na galinha dos ovos de ouro. Teresa Guilherme agradece.

Nota final: 7/10

Factor X (SIC)

factor x 1A adaptação portuguesa deste formato internacional de sucesso poderia ser dividida em duas fases: a fase boa (das audições) e a fase má (das galas) – que acabam por se relacionar da mesma forma com os resultados audimétricos. Começámos com um excelente programa, com uma produção cuidada, uma montagem interessante e uma qualidade de vozes também superior ao habitual. Castings no Meo Arena, momentos emocionantes e jurados que foram ganhando a empatia do público. Basicamente, programas com ritmo. João Manzarra era um dos personagens mais secundários nesta fase, mas ainda assim esteve bastante bem no acompanhamento das audições.

Chegámos à fase das galas e tudo descambou. O cenário é bastante bom, mas não é aproveitado; as vozes têm potencial mas cantam músicas mal escolhidas e cujo instrumental parece ter sido tirado de um karaoke rasca, já para não falar da qualidade do som; os adereços em palco e bailarinos simplesmente não existem; a conexão entre Bárbara Guimarães e João Manzarra é nula; o ritmo das galas é lento e acaba por cansar as pessoas que rapidamente mudam de canal. Aquele que poderia ser um dos maiores espetáculos da televisão portuguesa, tornou-se num formato banal igual a tantos outros. Ainda bem que há boas vozes no Factor X!

Nota final: 14/20