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Factor X: imitar não é opção

Num dia de absoluto inverno, o Espalha-Factos trocou o frio da rua pelo calor dos estúdios da Valentim de Carvalho. Dentro do pavilhão, o público apoia os concorrentes e diverte-se num ambiente que em tudo favorece o programa. As audiências podem não vencer a concorrência, mas ao vivo não faltam espetadores. Uma certeza fica: a televisão não é justa para com aquilo que Factor X é na realidade.

O estigma de que Portugal não é capaz de fazer adaptações de programas internacionais com qualidade tem de acabar. O Factor X é a prova disso. Não havia a necessidade de tentar recriar pessoas, grupos, nem situações. Numa gala dedicada ao Natal, o Factor X confirma que tem talento suficiente para sobreviver por si próprio e sem copiar nada nem ninguém.

Factor X

O programa tem tudo para ser um sucesso de audiências e, principalmente, de talentos. Pena o público português ainda não se ter apercebido disso e continuar a optar por outros formatos televisivos. Os concorrentes têm qualidade, pelo menos na sua maioria. Mariana, D8, Berg e Sara parecem conseguir juntar tudo aquilo que é importante num bom artista. E o público adora. São genuínos, têm identidade própria e não procuram copiar outros nomes da música. Comprovam a qualidade de Factor X em Portugal. Comprovam que tentar recriar o que se passa nos outros países não é uma opção válida.

X4U fazem o contrário. Demasiado colados ao grupo One Direction, perdem identidade e originalidade em todas as atuações. Não está em causa a qualidade das vozes. Está em causa a falta de à vontade para estar em palco e está em causa o esforço que transparece para parecerem divertidos à imagem da banda nascida no The X Factor UK. As opções de roupa e de penteados só fortalecem esta opinião. Não querendo por em causa o talento da boysband, afirma-se que só teriam a ganhar se procurassem encontrar-se a si próprios.

Factor X

Infelizmente parece que nem os jurados têm consciência da qualidade do programa. Agarram-se demasiado a pequenas picardias forçadas para cativar o público. É escusado. É um programa de música e os espetadores só têm interesse em conhecer as opiniões de cada um sobre os concorrentes. Algo que o júri esquece por vezes em detrimento das “discussões”. São entendidos da área e, por isso, com muito para oferecer ao espetáculo. O Factor X não precisa de outro Simon Cowell.

Factor X

Nem precisa de Mario López ou Kate Thornton quando tem João Manzarra. O apresentador traz, sem dúvida, o Factor X à competição.

O formato do programa pode seguir o exemplo de outros países, mas tem tudo para ser original. Garantido é que o Factor X português só teria a ganhar se se consciencializasse disso.

Fotografias: Bruno Mendes

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