Valter Hugo Mãe

Valter Hugo Mãe no Prémio Telecom da Literatura, mas José Luiz Passos foi o vencedor

Depois de ter arrecadado o Prémio Telecom da Literatura em 2012 com o romance A máquina de fazer espanhóis, Valter Hugo Mãe foi mais uma vez finalista nesta 11ª edição, cujos resultados foram anunciados quarta-feira na cidade de São Paulo, no Brasil. Este ano, o escritor concorreu na categoria de romance com O filho de mil homens, editado pela editora brasileira Cosac Naify. O vencedor do Prémio Telecom da Literatura foi José Luiz Passos com O sonâmbulo amador.

Na mesma categoria estavam também os autores brasileiros Miguel Sanches Neto, com A máquina de madeira, e Daniel Galera, com Barba ensopada de sangue. Este último foi bastante aclamado pela crítica brasileira, tendo o primeiro capítulo do seu romance sido publicado na revista britânica de literatura Granta, em novembro de 2012, numa edição intitulada Os Melhores Jovens Escritores Brasileiros.

Na categoria poesia destacaram-se os autores Paulo Henriques Britto, com Formas do nada, António Císero, com Porventura, Eucanaã Ferraz, com Sentimental, e Angélica Freitas, com O útero é do tamanho de um pulso. O vencedor desta categoria foi Eucanãã Ferraz.

Os nomeados para a categoria conto/crónica foram Noemi Jaffe, autora de A verdadeira história do alfabeto, Cíntia Moscovich, com Essa coisa brilhante que é a chuva, a vencedora desta categoria, Tércia Montenegro, com o livro O tempo em estado sólido, e Sérgio Sant’Anna, com Páginas sem glória.

Para além destas três categorias, que fazem parte do Prémio Telecom da Literatura desde o ano passado, houve também um Grande Prémio, que foi atribuído entre os vencedores de cada uma das categorias. Para esta edição, inscreveram-se 450 autores, todos eles com obras publicadas no Brasil em 2012, e os prémios têm o valor de 50 mil reais (cerca de 16 mil euros) para cada categoria, incluindo o Grande Prémio.

A curadoria esteve a cargo de Selma Caetano, consultora literária da Portugal Telecom e coordenadora, do poeta António Carlos Secchin, que interveio na categoria poesia, do escritor Luiz Ruffato, na categoria romance, e o escritor Marcelino Freire, para a categoria conto/crónica. Para além dos curadores, os autores e jurados André Seffrin, Cristovão Tezza, Italo Moriconi, João Cezar de Castro Rocha, José Castello e Leyla Perrone-Moisés participaram na seleção dos finalistas.

Os autores portugueses António Lobo Antunes e Lídia Jorge e o moçambicano Mia Couto também concorreram para este prémio, mas não se classificaram para a lista final.

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