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Cinema King aproxima-se do fim

O icónico Cinema King, situado em Lisboa e pertencente ao grupo Medeia Filmes, detido por Paulo Branco, deverá encerrar as suas portas já no próximo domingo.

O que tinha começado como uma hipótese está prestes a tornar-se realidade: Paulo Branco já tinha alertado que, devido à atualização da renda (que passou para quase o triplo da atual), o desfecho do Cinema King (anterior Vox) poderia estar eminente.
E agora foi divulgado que isso vai mesmo acontecer. Contudo, o conceituado produtor cinematográfico garantiu os postos de trabalho dos sete empregados até agora no King,  que serão colocados noutras duas salas da exibidora: Fonte Nova e Nimas.

Assim, ficam apenas essas duas salas, mais a do Monumental, como os restantes espaços de cinema operacionais da marca Medeia Filmes que continuarão em funcionamento na capital. O produtor de cinema prometeu esclarecimentos sobre o caso na próxima segunda-feira, numa sessão que será feita no espaço do King.

O Cinema King chegou a ter três salas em funcionamento, mas nos anos mais recentes possuiu apenas duas. Mais virado para a exibição de cinema de autor (uma das imagens de referência da Medeia Filmes), o King começou a ser gerido em 1990 pelo dito grupo, mas o espaço foi inaugurado em Abril de 1969.  A sala teve antes um outro nome: era o Cinema Vox.

Depois de, em 2011, ter sido o encerramento do Cinema do Centro Comercial Saldanha Residence (o que deixou nove pessoas sem trabalho), agora é a vez do King ser mais um alvo de desfecho, num ano de grandes perdas para as receitas de bilheteira nas salas portuguesas e de encerramentos de muitos outros espaços cinematográficos.

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