Daniel Oliveira lançou anteontem o seu romance na Leya Buchholz, em Lisboa. A Persistência da Memória contou com muitos convidados, e o Espalha-Factos não podia deixar de estar presente.

Caras conhecidas, muitos flashes, cumprimentos de parabéns, sorrisos cordiais. Por detrás disto tudo está um livro sobre uma mulher, Camila, e todo o universo feminino. “É um universo que me fascina. O olhar que as mulheres têm sobre o mundo é muito particular. Elas tendem a simplificar o que é complexo e a complicar o que é simples”, brinca o autor.

Luísa Castel Branco assumiu as honras da conversa e ocupou o lugar da cara da SIC que todos os sábados põe a nu uma personalidade diferente. Porquê a Luísa? “Porque vive as emoções de uma forma muito intensa e, neste livro, as emoções também estão muito presentes”, justificou.

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A Persistência da Memória é a história de Camila, uma mulher que tem um síndrome real – hipermenésia – que faz com que não se esqueça de nada. Para ela, tudo é presente. Todos os amores, perdas e desilusões têm a intensidade de estar a acontecer naquele momento. “O processo mais difícil foi a escrita. Procurar as palavras certas que uma mulher utilizaria para descrever aqueles momentos.”, contou, acrescentando que a primeira pessoa a ler o livro foi a namorada e apresentadora da SIC, Andreia Rodrigues.

Luísa Castel-Branco brincou com a carga de erotismo presente no livro. E Daniel respondeu prontamente: “O Philip Roth diz que não podemos escrever um livro a pensar nos nossos pais. Eu não tive constrangimentos a escrever o livro.”

Daniel Oliveira é um exemplo de persistência no trabalho: responsável pela autoria e coordenação de Alta DefiniçãoFama ShowGosto Disto e E-Especial, aventura-se agora na escrita e prepara o próximo grande desafio – ser diretor do canal SIC Caras, que abre dia 6 de Dezembro. Mas isto está tudo ligado – “o livro também é um objeto de entretenimento”, diz. “Contamos histórias na nossa atividade televisiva, aqui contamos histórias de outra forma”.

A apresentação tinha de terminar com a célebre pergunta: “O que dizem os teus olhos?“. Daniel Oliveira não se coibiu de responder: “Dizem que o melhor está para vir. Eu sou muito novo, isto é apenas uma etapa. Acho que ainda nem vou a meio caminho daquilo que posso fazer.” E os olhos de Daniel espelham também a magia de escrever um livro: “É importante sabermos que aquilo que escrevemos num momento só nosso está na casa das pessoas”.

Ficou no ar a hipótese de um próximo romance, no prazo de um ano.