Os projetos mais votados da sexta edição do Orçamento Participativo foram revelados na quarta-feira, durante uma cerimónia oficial na Câmara de Lisboa. As 208 propostas apresentadas acumularam um total de 35.922 votos.

O projeto de renovação do Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural e da Ciência foi o grande vencedor desta sexta edição com 7553 votos. Esta proposta prevê uma série de reformas entre as quais a renovação do sistema de circulação de água, a criação de um jardim mediterrânico, a instalação de esplanadas e quiosques, a criação de uma zona de relvado para lazer e a abertura do portão que dá acesso à Praça da Alegria. Todos estes processos terão um orçamento de 500 mil euros. Um outro vencedor com 1373 votos, com um orçamento entre os 150 mil e os 500 mil euros, foi um projeto intitulado Mobilidade para Todos em Benfica que visa rebaixar os passeios junto às passadeiras da freguesia.

Foram apresentados ainda 14 projetos cada um de valor inferior a 150 mil euros. Dois deles envolvem a construção de duas estátuas: uma de D. Nuno Álvares Pereira outra de Cosme Damião (fundador do Sport Lisboa e Benfica). Existem, também, alguns que visam a construção de dois parques infantis (um na Ajuda e outro em Carnide) e a reabilitação da Rua Eduardo Malta, em Campolide.

Na volta, cá te espero é um dos projetos que marcou pela diferença: pretende criar um hub de microempresas que estejam ligadas a ofícios tradicionais.

Outras pequenas iniciativas envolveram a criação de um banco de manuais (para permitir o empréstimo de livros universitários), uma realização de um conjunto de workshops sobre arte urbana dirigidos à população idosa, a criação de uma rede wi-fi de acesso público e a dinamização de uma série de eventos desportivos.

Dois projetos vão ser realizados pela câmara de Lisboa por decisão dos cidadãos que votaram: um é o Páteo Ambulante, que visa abrir ao público um conjunto de pátios e vilas da cidade, e ainda a realização de uma campanha de adoção de animais.

A primeira edição do Orçamento Participativo de Lisboa foi em 2008, acumulando um total de 1101. Nos anos que se seguiram registaram-se um número crescente de votantes: 2009- 4719 votantes; 2010- 11.570 votantes; 2011- 17.887 votantes; 2012- 29.911 votantes. De acordo com a página oficial da iniciativa, a mesma tem “o objetivo de aprofundar a ligação da autarquia com os seus munícipes”.