Dianne-Reeves-2013

Dianne Reeves: Um espetáculo de jazz íntimo no CCB

Dianne Reeves, reconhecida no universo do jazz contemporâneo, regressou a Portugal no passado dia 24 para apresentar ao vivo as canções do novo disco, Beautiful Life, a ser lançado em novembro na Europa. O grande auditório do Centro Cultural de BelémCCB – foi mais uma vez o local escolhido para a cantora voltar a mostrar a voz poderosa e recheada de requinte, merecedora dos três Grammys consecutivos que arrecadou na carreira com mais de 30 anos.

Não houve atrasos, às 21 horas em ponto as luzes do grande auditório apagaram para receber mais uma vez a cantora americana. O público que chegou atrasado, a notar pela quantidade de pessoas que ainda circulavam pela sala de espetáculos sem luzes, não teve oportunidade de ver o solo interpretado pela banda de Reeves.

Peter Martin, ao piano, Reginald Veal no contrabaixo, Romero Lumbambo na guitarra e Terreon Gully com a bateria ofereceram uma pequena amostra, às pessoas sentadas no auditório, do poder de uma boa banda, os sons bem confecionados para um concerto de jazz e o trabalho em equipa. Foram vários os espetadores que não perderam oportunidade de bater palmas, de elogiar os músicos, mesmo antes de terminarem o ato musical e os sinais de entusiasmo continuaram durante a hora e meia de concerto.

Com um sorriso estampado no rosto, a cantora entrou em palco para apresentar algumas das músicas do novo disco, ainda por ser lançado no mercado europeu. Mas na sala do CCB, longe de estar esgotada, reconheciam-se as novas canções devido à cantoria dos casais sentados ao meu lado, às poucas palmas que tentavam ecoar ainda antes das músicas chegarem ao fim. Waiting in Vain, canção de Bob Marley, foi um dos destaques da noite. Dianne Reeves mostrou o talento ao interpretar canções com ritmos de música africana e passar drasticamente a momentos intimistas, sentada ao lado de Peter Martin, ao piano. Uma surpresa agradável foi também a interpretação de alguns temas reconhecidos na carreira da cantora. Tratou-se de um concerto com um repertório organizado: uma primeira parte para cantar temas de Beautiful Life, viajar por temas reconhecidos da carreira e regressar a músicas do novo álbum.

A voz da cantora encaixava-se perfeitamente em cada canção, transformava-se igualmente em simples ritmo para acompanhar a banda, ao deixar de cantar a letra de uma música. Para além de Waiting in Vain, a artista interpretou perfeitamente Dreams da banda Fleetwood Mac, presente no novo álbum. Houve também oportunidades para Reeves mostrar a cumplicidade e o à vontade com o público português, especialmente num momento em que caiu água em cima do palco e Dianne Reeves continua a cantar, a avisar da chuva que caía em cima do palco. O entusiasmo do público sentiu-se durante todo o espetáculo, com as palmas a ecoarem de algumas pessoas levantadas antes da cantora terminar um tema.

Reeves regressa a Portugal este mês, na primeira edição do Festival de Jazz de Beja. É uma boa oportunidade para ouvi-la e ver o sorriso que oferece ao público. Só alguns cantores conseguem transformar um palco num lugar íntimo. Dianne Reeves é uma dessas artistas, com capacidade para mostrar a voz a uma pequena plateia ou a uma arena e transformar o palco num local privado e familiar.

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