A designer alemã Jil Sander abandonou pela terceira vez a marca com o seu nome. Depois da saída de Raf Simons para a Dior, a designer voltou a assumir o cargo de diretora criativa da empresa no ano passado, surgindo agora o anúncio inesperado da renúncia do cargo.

A Jil Sander parece estar a passar por um período de impasse. A saída da diretora criativa não foi justificada nem houve qualquer anúncio de um designer substituto. A produção da coleção de inverno, ao que tudo indica, será levada a cabo pela equipa interna de designers.

“Da nossa parte, quero agradecer a Jil Sander pela sua memorável contribuição para a marca neste período. O seu design  e a sua liderança criativa foram cruciais para reforçar a marca e posicioná-la num rumo de próspero crescimento.”, refere o diretor executivo da marca, Alessandro Cremonesi.

Jil Sander é reconhecida como uma das percursoras do minimalismo na moda. O seu retorno à marca em fevereiro de 2012, após a saída de Raf Simons, levantou uma série de reações positivas. O seu percurso na marca, desde a sua criação, foi atribulado. O seu primeiro desfile, em 1975, não resultou como esperado. Depois de atravessar alguns problemas na década de 90, em 1999, a marca foi adquirida pelo grupo Prada, em 75% do seu capital. Mas as relações entre o executivo da empresa e a direção criativa provocaram sérias crispações que resultaram no abandono da criadora, doze meses após a aquisição pelo grupo italiano.

Em Maio de 2003, após extensas negociações com o CEO da Prada, apontado como o responsável pela sua saída, a designer alemã retornou à marca para, 17 meses depois, em novembro de 2004, ceifar os laços que a uniam à marca que criou pela segunda vez.

Os objetivos do executivo nem sempre coincidem com as aspirações dos designers. É cada vez mais comum que, compradas as marcas por grande grupos empresariais, os designers se vejam na necessidade de cortar relações com aquilo que os próprios criaram.

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Look da coleção para o inverno de 2013, por Jil Sander. Arquétipo do minimalismo, o estilo da criadora alemã, explora intensamente a cor e a forma, pondo a nu a estrutura das peças, uma confeção exímia e proporções irrepreensíveis. @ Jil Sander