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If Lucy Fell em entrevista

A propósito do concerto que os If Lucy Fell darão no Musicbox, amanhã, no Jameson Urban Routes, o Espalha Factos trocou um e-mail com Hélio Morais, um dos elementos da banda, para saber um pouco mais sobre este regresso relâmpago.

Têm estado ausentes, enquanto If Lucy Fell, mas sempre presentes em projetos paralelos. A banda, formada em 2004, é composta por Hélio Morais (Linda Martini e Paus) na bateria, João “Shela” Pereira (Riding Pânico e Paus) nos teclados, Makoto Yagyu (Riding Pânico e Paus) na voz, Pedro “Gaza” Cobrado (Men Eater e BESTA) no baixo e Rui Carvalho (aka Filho da Mãe e membro dos Asneira e I Had Plans) na guitarra.

Editaram uma demo homónima (2005) e dois álbuns: You Make Me Nervous (2005) e Zebra Dance (2008). Fizeram uma tour por Espanha e deram muitos (e poderosos) concertos em Portugal. De sabática desde 2011, regressam agora para um concerto que se espera explosivo e onde o puro e desconcertante rock e derivados será servido com máxima energia.

EF: Após uma ausência (demasiado) prolongada regressam para um concerto no Musicbox (e no dia seguinte no GNRation). A que se deve a honra deste regresso?

Hélio Morais: O desafio surgiu pelo Pedro Azevedo. Em conversa entre os dois, falámos de uma performance que estamos a preparar para uma intervenção artística de uma amiga nossa, em Inglaterra (trabalho que já vem de 2008) e achámos que um concerto poderia ser uma boa motivação para nos voltarmos a focar nos ensaios.

EF: Podemos esperar novos temas?

HM: Não.

EFEstão entusiasmados  por partilhar o palco com No Age e os instrumentos com Riding Pânico?

HM: Estamos entusiasmados por poder partilhar o palco e os instrumentos com os Riding Pânico, que são família e amigos de uma vida.

EF: Editaram Zebra Dance em 2008 e deram os últimos concertos em 2011. O país mudou. E o panorama musical?

HM: O panorama igualmente. Cada vez há mais bandas e artistas bons. Estamos numa fase óptima de criação. Agora faltam algumas infraestruturas, problema que, aliás, já vem de há muito. É complicado uma banda fazer uma tour decente pelo país todo.

EF: Como conseguem conjugar todos os vossos projetos musicais e como decidem qual é aquele a que se dedicam mais num certo espaço de tempo?

HM: Não conseguimos muito bem. E talvez por isso mesmo If Lucy Fell tenha entrado em sabática. O Rui está a tocar imenso como Filho da Mãe, o Makoto e o Shela (inicialmente, agora é o Fábio Jevelim) com os PAUS, juntamente comigo; depois ainda há Linda Martini à mistura e os BESTA do Gaza. Muitas bandas ativas que tomam muito tempo.

EF: O que é que se segue no universo dos If Lucy Fell?

HM: Ensaios e mais ensaios. Ainda não conseguimos reaprender as músicas todas. De futuro, como mencionado atrás, vamos estar a preparar uma peça de cerca de 30 minutos para uma performance com a Jemima Stehli, a ter lugar em janeiro, em Inglaterra.

EF: Uma curiosidade pessoal: o nome da banda tem a ver com o filme homónimo? Era uma paixão adolescente pela Elle Macpherson ou já sabiam que a Scarlett Johansson ia ser aquele mulherão?

HM: Quem? O nome da banda veio de uma série de  nomes que o André (dos Linda Martini) mandou ao ar. Agarrámos este.

Os If Lucy Fell sobem ao palco dos Musicbox amanhã, por volta da meia-noite.

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