Visitar os jardins do Palácio Nacional de Queluz pode, agora, ser uma forma de regressar ao passado e ver os voos rasantes de várias aves de rapina. As exibições de falcoaria começaram no primeiro dia do mês e acontecem de terça-feira a domingo, sempre às 12 horas. Como complemento há ainda uma exposição dedicada a esta arte milenar, classificada em 2010 como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

Susana Morais, a coordenadora desta atividade pela parte da Parques de Sintra, explica que um dos objetivos de implementar estas exibições «é poder dinamizar o jardim com atividades que estejam diretamente relacionadas com tudo o que aqui se passava no período áureo deste palácio, no séc. XVIII», sendo a falcoaria uma delas.

As aves que vieram para Queluz, que vão desde falcões a águias e outras espécies noturnas, estão em jaulas que foram construídas no século XIX para albergar vários animais exóticos, entre os quais se contavam em 1833 (pleno período das lutas liberais no nosso país) duas leoas, dois tigres e vários macacos. São treinadas pela equipa liderada por Carlos Crespo «para voar para a luva dos tratadores, e todo o treino é baseado na recompensa que é apresentada sob a forma de alimento.”, explica o elemento fundador da Associação Portuguesa de Falcoaria.

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Quem assiste às exibições pode também tirar fotografias com as aves na mão

O objetivo do projeto, esclarece ainda Carlos, passa por implementar estas exibições a longo prazo em Queluz, porque o monumento se situa «num grande centro urbano, e por isso será mais fácil de captar visitantes seja ao nível das escolas seja ao nível do grande fluxo de visitantes estrangeiros que o Palácio tem».

O bilhete custa 7€ (3,5€ para jovens), funciona como suplemento ao bilhete para o Palácio ou Jardins e inclui a exibição de falcoaria e visitas guiadas às instalações e exposição, onde estão explicados temas como a História desta atividade, as partes do corpo das aves de rapina ou os principais instrumentos utilizados na relação com estes animais.

Créditos imagens: Pedro Yglesias