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‘Anamorfose’ de Catarina Oliveira: «Esta coleção é atitude»

Catarina Oliveira apresentou a coleção Anamorfose na plataforma Sangue Novo e a Marta F. Cardoso escreveu a crítica à coleção da designer. A plataforma, direcionada para novos designers, foi recolocada na ModaLisboa após uma ausência de oito anos. Luís Sereno falou com a criadora sobre a inspiração para a realização de Anamorfose e as perspetivas para o futuro.

“‘Anamorfose’ surge de toda a complexidade da forma e das alterações  que esta sofre”, começa por explicar Catarina Oliveira sobre a coleção apresentada no Sangue Novo, no passado dia 11 de outubro. A designer continua a explicação por detrás da coleção, ao dizer que a complexidade da forma “está intimamente ligada com o processo criativo do artefacto do Design de Moda, na medida em que se explora a libertação e distorção da forma que leva à silhueta oversize”.

Baseada no fundamento da obra do artista plástico Bernard Pras, em Anamorfose “aborda-se a transformação do rosto humano” ao criar-se “manchas cor/textura” e, como a designer afirma, “pode-se observar que a não existência de forma constrói por si só uma nova forma/imagem”. Catarina continua a explicação da sua coleção com a paleta de cores: um desenvolvimento numa gama de cinzentos “que espalha a neutralidade de ‘Anamorfose’ contraposta pela presença do amarelo-limão”.

O facto de viver entre duas cidades faz-me ter a percepção de outras coisas que talvez antes não me chamariam a atenção”, em especial o estilo de vida “que é um pouco díspar” diz a criadora de moda ao ser questionada sobre as influências da vivência no Norte do país, do percurso académico e do círculo de amigos que conclui ao afirmar que o resultado de Anamorfose “é sem dúvida um pouco o espelho das minhas vivências”.

Em relação às ambições reservadas para o futuro, Catarina Oliveira quer “arranjar emprego na área para crescer como designer” porque “acredita que o mercado da moda é um desafio constante” e pretende desenvolver a sua própria marca. A designer conclui a entrevista a afirmar que “a oportunidade de estar na plataforma Sangue Novo a fez “acreditar que tudo valeu a pena” e representa “o encerrar de um ciclo e o início de outro ainda mais desafiante”.

Entrevista realizada por Luís Sereno e texto escrito por David Pimenta

Fotografia por Sal Nunkachov

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