O Quinto Poder chegará às salas portuguesas no próximo dia 17 de outubro, no entanto este já gerou polémica devido a uma carta entre Julian Assange e o ator Benedict Cumberbatch.

Este thriller do realizador Bill Condon apresenta-nos o retrato do fundador do Wikileaks e é baseado nos livros Inside Wikileaks e Wikileaks: Julian Assange´s War on Secrecy, escritos pelo antigo braço direito de Assange, o alemão Daniel Domscheit- Berg e pelos jornalistas do The Guardian Luke Harding e David Leigh, igualmente antigos colaboradores.

A carta foi tornada pública na passada quarta-feira, dois dias antes da estreia em Inglaterra e trata-se de um texto de cinco páginas que mostra a indignação de Assange e a sua tentativa de dissuadir o ator a não desempenhar o papel num filme que este argumenta ser “um retrato negativo de mim e do meu trabalho”. A missiva, que surgiu agora, já havia sido escrita em janeiro, antes da rodagem do filme.

O australiano, refugiado na embaixada do Equador em Londres, refere-se aos dois livros que basearam o filme como “os mais venenosos”, quando afirma existirem outros livros com um olhar diferente sobre a sua organização. Defende mesmo tratar-se de “oportunismo político”, num ato de vingança que define como cobardia. Em resposta ao encontro com Cumberbatch, Assange afirmou que, ao ir ao seu encontro, estaria dessa forma a validar um filme que, nas suas palavras, “é miserável”, aconselhando assim o ator a desistir do projeto.

O ator inglês ao falar no passado mês pela primeira vez sobre a correspondência, confessou a insegurança em relação ao papel sentida após a leitura da carta. A Assange apenas respondeu “o filme irá explorar o que conseguir atingir”.

Agora estreado em Inglaterra, tem sido alvo de críticas pouco generosas. Enquanto o realizador Bill Condon o defende como um retrato de questões complexas como a privacidade e a segurança, a crítica do jornal britânico Daily Express apenas nos diz que a essência do filme é Assange é um pulha”.