Ao meio dia de oito de outubro de 1998, a Academia Sueca anunciou José Saramago como o vencedor do Prémio Nobel da Literatura. Quinze anos depois, a sua Fundação, pela voz da sua mulher Pilar del Río, brindou a este momento e «à literatura portuguesa, aos escritores de língua portuguesa, a José Saramago e a todos os leitores».

A Fundação José Saramago aproveitou, ainda, esta data histórica para anunciar na Casa dos Bicos as iniciativas que vai levar a cabo durante o próximo trimestre, com especial destaque para a estreia da peça Jangada de Pedra no Teatro S. Luiz já esta sexta-feira  (encenação de João Brites e Rui Francisco). Entre os restantes projetos encontra-se a edição de um livro sobre o erotismo na obra do Nobel, com data ainda por anunciar, dois debates, a estreia de A Noite no Teatro da Trindade (encenação de José Carlos Garcia) e, a 16 de novembro, o Dia do Desassossego. Este é um dia que a Fundação resume como «um dia de militância ativa, cada pessoa com um livro, muitos com muitos livros.» e que consiste em sair para as ruas de Lisboa para ler qualquer livro que provoque reflexão e desassossego. Neste mesmo dia serão lançadas duas novas edições: uma fac simile de Clarabóia e outra, ilustrada por André Letria, de A Maior Flor do Mundo.

Durante a pequena cerimónia, através de discursos de personalidades como Zeferino Coelho, o editor de sempre do escritor português, foram revelados vários pormenores caricatos do dia celebrado, tais como Saramago ter sabido da novidade porque uma hospedeira de bordo lho disse, ter sido improvisada uma conferência de imprensa no aeroporto de Madrid em condições muito precárias, ou o facto de Pilar del Río ter descoberto 24 horas antes do anúncio sem o poder revelar a ninguém.