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Multiply: Finalistas do Modatex em exposição no Lx Factory

Dia 5 de outubro foi o último dia da exposição Multiply, no Lx Factory. Em exibição estiveram os trabalhos dos finalistas do curso de Design de Moda do Modatex. Até à meia noite do passado sábado, a acompanhar a pop-up store, o espaço contou ainda com DJ e petiscos.

As instalações de uma antiga fábrica, serviram de cenário a uma exposição onde se comemorou a pluralidade de estilos e a qualidade a vários níveis. Recorrendo maioritariamente a tecidos de empresas nacionais, a maioria dos designers apresentou coleções de streetwear ou sportswear, com diferentes abordagens, por vezes recorrendo a tecnologias de corte a laser ou mesmo sensores de calor.

Entre os 14 finalistas com trabalhos em exposição, assinalamos alguns destaques:

A iniciar a exposição da melhor forma, Patrick Pádua apresentou Shelter/ Abrigo, uma coleção que sorve o ADN do capote alentejano e o adapta a uma série de casacos típicos do guarda-roupa masculino, alinhavando a tradição aos códigos do streetwear.

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À esquerda: Criação de Letícia Lopes. À direita: Criação de Patrick Pádua

Luís Emílio venceu o Nespresso Design Contest em 2012, e levou o seu trabalho à ModaLisboa. Retornando à inspiração tribal, apresenta agora Neo Tribe, inspirado na premissa neo-tribalista segundo a qual a sociedade se dividiria em pequenas comunidades, rejeitando a massificação. Uma aliança entre o design minimal, o conforto e a tecnologia, visível nas figuras animais criadas com a junção de peças de madeira cortadas a laser.

Por seu turno, a designer brasileira Letícia Lopes, reuniu influências dos movimentos artísticos que estão na base da formação da cultura tropicalista brasileira. As geometrias e os cortes dinâmicos são preponderantes numa coleção em que se destaca a técnica de corte a vinil, utilizada na criação de padrões lineares nos casacos.

O ponto de partida para a coleção de Ana Cristina Morais foi o diálogo entre o látex e a malha de lã, em proporções diferentes. De forma inovadora, Ana tricotou a lã com as mãos e criou formas sobre o corpo, numa técnica próxima à moulage. Assim, persegue a ideia de uma segunda pele que, ora definida ou orgânica, vai sofrendo mutações consoante o material e encontrando ligações diferentes entre o corpo e o espaço.

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À esquerda: Vista parcial da coleção de Luís Emílio. À direita: Detalhe de peça em malha de Ana Cristina Morais.

Sara Seidi faz uma boa ponte entre o minimalismo desportivo e um look comercial, quer ao nível das silhuetas quer dos padrões. As assimetrias e cortes geométricos não impedem, contudo, uma imagem simples, delicada e elegante.

Com Reptile, Rúben Damásio encerra a mostra académica. Depois de participar em vários concursos este ano, Rúben mostra novamente as suas capacidades com uma coleção de streetwear minimalista com alguns elementos do vestuário desportivo. A apatia dos répteis é o mote para abordar a necessidade humana de moldagem ao meio envolvente. Em seis coordenados, foi astuto em apresentar um generoso leque de tipologias de peças, as quais trabalhou com materiais e cortes desafiantes, dando espaço a uma confeção minuciosa e bem executada.

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À esquerda: Detalhe de blusa estampada de Sara Seidi. À direita: A encerrar a mostra, a coleção Reptile de Rúben Damásio.

Esta leva de designers demonstrou ser muito atualizada no que toca às tendências e às necessidades do mercado, afirmando uma vez mais o Modatex entre as escolas de moda com maior qualidade a nível nacional.

 Fotografias: Ana Caeiro

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