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peixe:avião voam em Lisboa

Os peixe:avião apresentaram este sábado em Lisboa, o seu último disco, com o mesmo nome da banda, perante um público ansioso em ver o trabalho feito desde do lançamento de Madrugada em 2010.

Antes da subida dos bracarenses ao palco do Pequeno Auditório, no CCB, destaque para a primeira parte, protagonizada pelos Long Way To Alaska. Ainda que com um conhecimento relativamente escasso por parte do público sobre as músicas da banda, Pedro Rompante (baterista, voz e guitarrista) e companhia não se acanharam e mostraram a qualidade do seu trabalho, apresentado no seu álbum Eastriver bem como no recente EP que lançaram, Life Aquatic. No final, os aplausos que se verificaram por parte do público revelam que (e fazendo um trocadilho com o nome da banda), se houvesse uma viagem para o Alaska, eles seriam a companhia ideal para passar bem o tempo.

Com um auditório bem composto, o relógio marcava pouco mais das 22 horas quando o grupo encabeçado por Ronaldo Fonseca, mas onde também constam, com igual preponderância, André Covas, José Figueiredo, Luís Fernandes e Pedro Oliveira, apareceram para apresentar o mais recente trabalho que tem sido aclamado pela critica musical nas últimas semanas, falando-se mesmo da consagração da banda, colocando-a no patamar das grandes bandas portuguesas.

Após um início com Prismas, a banda decidiu percorrer de início ao fim o novo álbum, com destaque para os singles já entretanto lançados, Pele e osso e também Avesso, este último gerando uma reacção mais efusiva por parte do público. Também de salientar Ponto de Fuga, Torres de Papel e Voltas Cegas, que pela sua qualidade, tanto sonoramente como pelas letras, partilho da opinião que se está na presença de um dos melhores álbuns portugueses elaborados este ano.

No palco, o jogo de luzes elaborado permitia apenas distinguir as silhuetas dos músicos em simbiose com os instrumentos e também o fundo que fazia alusão à capa deste derradeiro disco. O que mais importava era que o auditório se concentrasse na música. A reacção do público de Lisboa era importante para determinar a aceitação deste trabalho, algo que peixe:avião alcançaram, e com sucesso, perspectivando-se voos maiores ao longo dos próximos meses quando andarem em tour pelo país.

Para o fim, e em jeito de encore, estavam guardados, como Ronaldo Fonseca afirmou “as músicas da moda”, o que significava que eles iriam tocar músicas tanto do álbum de há três anos, Madrugada, como de 40.02, álbum de 2008, destacando-se, A Espera é um Arame e No Jogo da Quimera.

Esperou-se três anos por um novo disco dos peixe:avião, e a ideia que se tem à saída do CCB é que a banda, com este projecto, tem tudo para vingar na “primeira liga” das bandas portuguesas, ainda que seja relativamente cedo para se dizer com assertividade.

Fotografias: Sónia Pena

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