Foi neste domingo o primeiro dia do Seminário Internacional de Cinema Documental, nas ilhas do Faial e do Pico, que reúne cineastas, investigadores  e críticos internacionais para falarem de cinema documental, durante seis dias.

Organizado pela organizado pela Apordoc – Associação pelo Documentário e pela Azores Film Commission, o Seminário estreia-se nos Açores, contando já com 10 edições anteriores em Serpa. A mudança de local traz também um Doc’s Kingdom transformado, cuja nova edição pretende ir mais longe através do diálogo entre realizadores, críticos, estudantes, investigadores de diferentes gerações.

Com o objetivo de se guiar por um modelo diferente de conferências, criando um ambiente mais informal, o Doc’s Kingdom conta com 100 participantes de vários países e também com diversos cineastas portugueses como  André Príncipe, João Vladimiro, Luísa Homem e Pedro Pinho.

Além disso, como parte desta nova transformação, a organização decidiu não publicar nenhum programa antes do início do Seminário. O objetivo é que cada participante alie “disponibilidade e risco” e que coopere numa “experiência que não pode prever antecipadamente”.

O evento tem início ontem, pelas 21h30, numa sessão pública e com a projeção do filme  The Forgotten Space (2010), de Allan Sekula e Noël Burch sobre a “cadeia global de abastecimento que pode conduzir a economia mundial ao abismo”.

Nesta quarta-feira, será também projetado publicamente o filme Man of Aran (O Homem do Mar, 1934), de Robert Flaherty filmado nas ilhas de Aran, na Irlanda, seguido de Adormecido (2012), um documentário experimental de Paulo Abreu, filmado em Super 8 no vulcão dos Capelinhos. O evento termina dia 20 de setembro.