MOTELx está a chegar e traz consigo o Prémio Yorn MOTELx – Melhor Curta de Terror Portuguesa 2013, o único galardão do Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa. A concorrer para este prémio estão nove curtas-metragens nacionais: Bílis Negra, de Nuno Sá PessoaDesespero, de Rui PilãoA Herdade dos Defuntos, de Patrick Mendes, Longe do Éden, de Carlos Amaral, Nico – A Revolta, de Paulo Araújo, O Coveiro, de André Gil MataHair, de João SeiçaMonstro, de Alex Barone, e Sara, de Miguel Ângelo.

Espalha Factos entrevistou os nove realizadores, que apresentam os seus filmes, e falam sobre o atual estado do cinema português.

Fica hoje a conhecer João Seiça e a sua curta-metragem Hair.

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Hair venceu o prémio para melhor filme experimental no Freenetworld International Film Festival, em 2012, na Sérvia. Como é agora estar na corrida para Melhor Curta de Terror Portuguesa no MOTELx?

João Seiça – Fiquei muito contente quer pelo prémio na Sérvia, quer pela seleção do MOTELx. O filme tem andado este ano em tournée pela Europa e está neste momento em Veneza com o Cannes in a Van. É sempre bom poder mostrar o trabalho em vários sítios e com públicos diferentes.

A mulher está no centro desta curta-metragem. O que nos traz Hair e de onde surgiu a ideia?

JS – A Lou, que escreveu este filme, trabalha em moda e desenvolveu um problema de alopécia [queda de cabelo] num momento complicado da sua vida. Foi através da questão de como nos vemos na moda e como a moda quer que nos vejamos que este filme foi construído.

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Como é que pêlos e cabelos o fizeram chegar a um filme de terror?

JS – Os nossos temores e terrores estão nas coisas mais comuns e neste caso no terror de não sermos aceites pelos outros.

Quais são as suas principais influências cinematográficas?

JS – Alguns dos filmes que mais admiro são A Herdeira, de William Wyler, Repulsa, de Roman Polanski, In The Mood For Love, de Wong Kar Wai,  Mulholland Drive, de David Lynch, e The Shining, de Stanley Kubrick.

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Inês Moreira Santos