O MOTELx está a chegar e traz consigo o Prémio Yorn MOTELx – Melhor Curta de Terror Portuguesa 2013, o único galardão do Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa. A concorrer para este prémio estão nove curtas-metragens nacionais: Bílis Negra, de Nuno Sá Pessoa, Desespero, de Rui Pilão, A Herdade dos Defuntos, de Patrick Mendes, Longe do Éden, de Carlos Amaral, Nico – A Revolta, de Paulo Araújo, O Coveiro, de André Gil Mata, Hair, de João Seiça, Monstro, de Alex Barone, e Sara, de Miguel Ângelo.

O Espalha Factos entrevistou os nove realizadores, que apresentam os seus filmes, e falam sobre o atual estado do cinema português.

Fica hoje a conhecer Miguel Ângelo e Sara.

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Quem é esta Sara que dá título à curta-metragem?

Miguel Ângelo – A Sara é uma de duas irmãs de uma família que perdeu a matriarca. Esta situação vai criar uma disfuncionalidade que torna Joana (irmã de Sara) instável.

No centro da ação estão duas irmãs com uma relação muito pouco comum. O que as carateriza e faz com que o filme se distinga do que tem sido feito?

MA – Os acontecimentos do filme precedem uma tragédia familiar e Joana, apesar de ter a sua moral deturpada não deixa de nutrir um grande amor pela irmã. Acho que é isso que difere do resto. A dinâmica entre o suposto herói e respetivo vilão é diferente do habitual. Não há sentimento negativo, apenas uma necessidade de proteção e o medo da solidão.

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A protagonizar a curta estão duas caras conhecidas do público: Marta Andrino e Sara Barros Leitão. Como surgiu a oportunidade de trabalharem juntos?

MA – Felizmente, trabalho no meio audiovisual e por isso mesmo tenho facilidade de contacto com atores e atrizes profissionais. A Marta e a Sara, além de serem grandes atrizes, são de simples trato o que para mim foi perfeito pois tenho pouca experiência na direção de atores e isso facilitou todo o processo. Convidei-as para participarem no projeto e elas prontamente disseram que sim. Não vale a pena continuar a tecer elogios, pois basta ver a curta para perceber que são elas que dão vida à mesma. Espero num futuro próximo poder vir a trabalhar com elas novamente.

Quais são as suas principais influências cinematográficas?

MA – Eu acho que sou bastante ecléctico nos meus gostos cinematográficos, por isso penso não ser possível ver através do meu trabalho as minhas influências. Dito isto, tenho como maiores referências neste momento Steve McQueen e Quentin Tarantino.

Inês Moreira Santos