444969893_1280

MOTELx: Realizadores portugueses em entrevista – Carlos Amaral

O MOTELx está a chegar e traz consigo o Prémio Yorn MOTELx – Melhor Curta de Terror Portuguesa 2013, o único galardão do Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa. A concorrer para este prémio estão nove curtas-metragens nacionais: Bilis Negra, de Nuno Sá Pessoa, Desespero, de Rui Pilão, A Herdade dos Defuntos, de Patrick Mendes, Longe do Éden, de Carlos Amaral, Nico – A Revolta, de Paulo Araújo, O Coveiro, de André Gil Mata, Hair, de João Seiça, Monstro, de Alex Barone, e Sara, de Miguel Ângelo.

O Espalha Factos entrevistou os nove realizadores, que apresentam os seus filmes, e falam sobre o atual estado do cinema português.

Conhece hoje Carlos Amaral e a sua curta-metragem, Longe do Éden.

Carlos_Amaral

Longe do Éden mostra-nos um mundo sem esperança, onde o que resta dela parece residir apenas no homem que caminha com uma máscara de gás. De onde surgiu esta ideia de fim do mundo?

Carlos Amaral – O sub-género pós-apocalíptico sempre me fascinou, na literatura, com The Road de Cormac McCarthy ou Eternity Road de Jack McDevitt, no cinema com Mad Max, e até nos jogos de computador com Fallout, que joguei nos anos 90. Mas, talvez a maior fonte de inspiração, foi ver edifícios abandonados e imaginar como seria se tudo estivesse assim. O resto da história foi-se desenvolvendo a partir daí e o resultado foi uma mistura entre o mundo que queria mostrar e o que podia mostrar com os meios que tinha.

Quais as principais inspirações para este filme, numa época em que, a nível internacional, abundam produções sobre o Apocalipse?

CA – Vi alguns filmes para procurar referências, mas numa altura em que já tinha a história escrita. Infelizmente, são poucos os filmes deste género e menos ainda os que são bons. Book of Eli foi o mais próximo no que diz respeito ao sub-género, tem um look muito interessante e uma banda sonora incrível, mas fica-se por aí. Revi também o The Road de John Hillcoat que, infelizmente, não faz justiça ao livro. Mas procurei estes filmes principalmente para perceber como foi feita a construção visual do seu mundo e arranjar uma maneira de aplicar algo parecido à minha história. Acima de tudo, foram uma inspiração técnica.

CN_LongeDoEden_1_w

O que pretende transmitir com esta curta-metragem onde o terror é, parece-me, essencialmente psicológico?

CA – Não sou grande fã de cinema de terror. Gosto de alguns filmes do género, mas onde o terror está misturado com outro género, como ficção científica. Acho que este filme tem mais a ver com solidão e esperança, no entanto, acredito que, para alguém que não conceba que a nossa civilização possa cair, a ideia seja terrorífica.

Longe do Éden passou recentemente pelo Curtas Vila do Conde e vai agora competir no MOTELx. Na sua opinião, qual a importância dos festivais de cinema na divulgação do trabalho dos jovens realizadores em Portugal?

CA – No que diz respeito a curtas-metragens, os festivais são o objetivo final. De que serve fazer um filme se não temos onde o mostrar? Claro que a Internet é uma alternativa interessante, mas os festivais têm um nome que valida o filme e promovem-no. A partir daí é esperar que o público goste…

longedoeden_cartazA3

Inês Moreira Santos

Zeen is a next generation WordPress theme. It’s powerful, beautifully designed and comes with everything you need to engage your visitors and increase conversions.

Mais Artigos
the flight attendant
‘The Flight Attendant’. Kaley Cuoco de volta em thriller com humor da HBO