Museu d’Orsay e Tate Gallery com merchandising português

Museu d’Orsay, o mais celebrado museu de arte moderna francês, recebe agora merchandising integralmente criado em Portugal. Todos os produtos à venda na loja daquela instituição parisiense têm o cunho da firma da Artwear e assim vão permanecer nos próximos cinco anos.

Canecas, lápis, iPhone cases e todo um leque de souvenirs foram pensados por Luís Pilar, proprietário da Artwear, em colaboração com a empresa de design de Duarte Lukas. Assim se criou uma parceria que chamou a atenção da Reúnion des Musées Nationaux (RMN), aquando da exposição da artista contemporânea Joana Vasconcelos em Versalhes, cujo trabalho de merchandising foi desenvolvido por esta dupla. A RMN lançou o desafio e propôs-lhes o tema ‘A Modernidade’. Como tal o museu cedeu os direitos de três obras representativas do seu acervo: Campo de Papoilas, do impressionista MonetArearea de Paul Gauguin e um autorretrato de Vincent van Gogh.

A encomenda feita pelo museu teve um valor próximo dos 160 mil euros e, desde então, acordado o fornecimento dos produtos por cinco anos consecutivos, já foi requerido um reabastecimento de mais de mil t-shirts.

Este projeto serve como um cartão de visita internacional para esta empresa portuguesa que, apesar de procurar novas oportunidades com outros museus do mundo, já tem outros projetos na calha, nomeadamente uma colaboração com o Prado e o Thyssen Bornemisza, de Madrid, com a Tate Gallery e com o British Museum, em Londres. Em curso estão as negociações para um projeto com o Museu Van Gogh, de Amesterdão.

A Tate vai ser contemplada com uma linha de produtos exclusivos para a exposição temporária de Matisse na instituição, e o Thyssen terá uma linha de objetos para a mostra temporária de Camille Pissarro, estando a ser pensada outra linha com base numa pintura do surrealista espanhol Dalí.

Ambos sublinham a pouca burocracia e a facilidade em abordar os museus internacionais. “Se por cá somos muito complicados e é muito difícil entrar nos sítios, lá fora é o contrário. Com a Tate, por exemplo, mandámos o portefólio e duas horas depois tínhamos uma reunião marcada.”, reforça Duarte Lukas.

Por cá, ainda será necessário esperar por uma oportunidade uma vez que os museus portugueses não têm a dimensão destes museus europeus e não têm possibilidades financeiras para investir num merchandising diferenciado. A conquista dos 50 maiores museus europeus é o objectivo de expansão dos dois empresários e para isso contam com o apoio da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

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