MEO SW 2013 - Dia 1

Dia 1: MEO SW já começou

Ontem, dia 7, chegámos à Zambujeira do Mar para mais uma edição do MEO SW. Embora já tenha havido um aquecimento com o Palco Super Bock Super Rock no campismo, foi ontem que a festa começou oficialmente com uma calorosa e eletrónica Recepção ao Campista.

O festival

A 17.ª edição do Sudoeste começou ontem na Herdade da Casa Branca, Zambujeira do Mar. A caminhar para a maioridade, o festival de cinco dias, este ano com o apoio da MEO, é já o destino habitual de agosto para muitos campistas e festivaleiros.

Tal como nos anos anteriores, apostou em três palcos destinados a diferentes estilos e tipos de público. O palco principal, Palco MEO, apresenta personalidades bem conhecidas por todos em vários registos, desde Avicii a Snoop Lion passando por Pitbull, SOJA, Donavon Frankenreiter, Cee Lo Green e Calvin Harris.

No Palco Santa Casa vão passar apenas as revelações do paradigma musical em Portugal. O terceiro palco é, como não podia faltar, destinado ao Reggae. MOCHE Vibrations vai balançar com Israel Vibration, Don Carlos, Capleton e muitos outros.

Como também tem sido usual, para além dos três palcos, existe uma tenda eléctronica que promete ser destino das madrugadas desta semana. MOCHE Room conta com os festivaleiros mais resistentes para noites muito mexidas, cheias de surpresas e festas temáticas.

Os grandes nomes que vieram abrir o festival

Foi o Djeff quem teve a grande responsabilidade de abrir este festival. Criado em Alverca, já passou por grandes clubes portugueses e internacionais tendo a sua própria editora. Aquilo que melhor o distingue é a mistura entre sons africanos e house, tendo um cunho muito pessoal no que faz. Na Zambujeira pôs os festivaleiros a dançar ao som dos seus ritmos quentes, mesmo a condizer com a noite que se fez sentir.

Após um ótimo espetáculo de abertura por parte de Djeff, sobe ao palco o grande Alesso. O DJ e produtor sueco de apenas 22 anos, já passou pelos mais conceituados palcos do estilo electrónico desde o festival Tomorrowland ao Ultra Music Festival, sendo sempre alvo de rasgados elogios. Este ano já passou várias vezes pelo solo português, dando várias provas do que vale ao público que o recebe sempre com entusiasmo.

A noite passada não foi excepção. Pela primeira vez no Sudoeste, apresentou-se com um espetáculo muito visual, que contou até com pirotécnia a começar no primeiro minuto. Tocou temas como os clássicos Calling (Lose My Mind) e Raise Your Head, remisturou temas dos seus Swedish House Mafia, apresentando ainda a sua nova música Nocturnal Wonderland e acabou em grande com o hit If I Lose Myself. Deixou o público extasiado com o seu set marcado pelo house progressivo, letras conhecidas e um espetáculo visual sincronizado na perfeição com a batida. Como se diz na gíria, deitou a casa abaixo.

Para acabar a noite em grande, o também sueco DJ e produtor musical Avicii entra em acção não deixando ninguém ficar indiferente. Se o Alesso deitou a casa a baixo, o Avicii partiu a loiça toda! Com o seu som electrónico melódico com bons vocals, consegue que quem não aprecia especialmente música eletrónica consiga gostar da sua música. Talvez seja essa uma das razões para a enchente de festivaleiros que esteve a assistir a este grande espetáculo.

O set começou com um o refrão da I Could Be The One e a partir daí foi sempre a abrir. Com Jump Around, e à semelhança de Alesso, viu-se fogo a sair do palco, deixando o público em alvoroço. Nas aproximadas duas horas e meia de concerto, rasgou temas como Thrift Shop, original de Macklemore & Ryan Lewis ou o clássico Baba O’Riley dos The Who, mostrando ainda originais como o Silhouettes. Teve ainda oportunidade de se ligar a um registo diferente como o hip-hop old school, obtendo uma batida pesada totalmente única e muito interessante. Apenas às quatro horas da manhã passou o sempre bom Levels, seguido pela música que todos estavam à espera, Wake Me Up. Tema com uns toques de soul do Aloe Blacc que pôs a multidão a cantar. Quando todos achavam que tinha terminado, ainda puxou por uns sons house clássicos prendendo por mais uns minutos os apaixonados por música electrónica.

A recepção ao campista está feita. A festa começou e a Costa Vicentina está à espera de muitos festivaleiros para mais um Sudoeste com muita música, boa onda, sol e diversão.

Texto: Ana Rita Brioso

Fotos: Júlio Eduardo Proença

(Os artigos de cobertura do SW encontram-se a ser simultaneamente publicados no ARTSWR.)

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