Thom Yorke, vocalista da banda britânica Radiohead, não acredita que o futuro da música esteja no Spotify e queixa-se do baixo valor pago aos artistas por cada música ouvida na rede social. “Temos o direito de discutir e optar por sair do Spotify. O debate é importante“, tweetou Yorke no dia 17 de julho. 

O vocalista dos Radiohead, bem como o produtor Nigel Godrich, afirma que o Spotify preocupa-se apenas com os acionistas, não sendo assim um negócio rentável para os músicos, e em especial para os novos artistas que estão agora a entrar na indústria musical. Thom Yorke,  como forma de protesto, retirou da rede social dedicada à música o seu álbum a solo, The Eraser (2006), e  AMOK (2013), disco de estreia da banda  Atoms for Peace, da qual também faz parte. Nada foi feito com as músicas dos Radiohead, que continuam disponíveis.

Enquanto isto pequenas editoras e novos artistas não podem sequer ter as luzes acesas. Não é certo“, tweetou Nigel Godrich, numa sequência de tweets com críticas ao Spotify. “Não se enganem, os novos artistas vão descobrir que não vão ser pagos no Spotify“, declarou Thom Yorke no Twitter no dia 14 de julho.

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Daniel Ek, CEO do Spotify, não ficou indiferente e defendeu a rede social: “O streaming é hoje uma grande fonte de receitas“, tweetou no dia 15 de julho. O fundador da rede social não ficou por aqui e deu os exemplos dos álbuns dos Daft Punk e de Jay-Z, que bateram recordes de venda mesmo estando disponíveis no Spotify uma semana antes dos respetivos lançamentos.

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O Spotify defendeu-se das críticas de Thom Yorke:  “Queremos fazer um serviço de música de qualidade que as pessoas gostem e com o qual se identifiquem, que eventualmente possam pagar para usufruir e que possa servir de suporte financeiro à indústria da música para investir em novos talentos“, lê-se no artigo do Público que cita um comunicado de imprensa.