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Marés Vivas – 3º dia: 30 Seconds to Mars, o culto

Final de festa apoteótico no MEO Marés Vivas com um brilhante espectáculo de 30 Seconds to Mars. Jared Leto e companhia mostraram toda a sua energia perante uma plateia de 25 mil pessoas.

A tarde do último dia do MEO Marés Vivas contou com mais gente do que o costume, é o efeito Sábado a atingir o público do festival. Quem agradeceu esta enchente madrugadora foram os Virgem Suta, os primeiros a actuar no Palco MEO.

Virgem Suta

Bastante participativos com o público os Virgem Suta falaram de tudo um pouco. Política, beijos, amizade, bebida. Entre os discursos as músicas que nos habituaram, uma mistura bem animada com o popular português e o rock. Linhas Cruzadas foi a música mais cantada e contou com a participação de um elemento do público. Débora foi chamada a palco pelos cantores e lá deu, muito timidamente, o seu toque feminino, substituindo Manuela Azevedo. O concerto acabou ao som do original de Carlos Paião, Playback e com a presença de mais de uma dezena de elementos do público. O ambiente de festa estava mais do que lançado.

A jogar em casa estava o cantor que se seguiu no Palco MEOCom mais de 30 anos de carreira, Rui Veloso, padrinho desta edição do MEO Marés Vivas, fez valer todo o seu currículo ao mostrar as várias músicas que todos sabem de cor. Não faltou nenhuma, Não me mintas, Todo o Tempo do Mundo, O Primeiro Beijo, Lado Lunar, Não Há Estrelas No Céu, Primeiro Beijo e ainda as inevitáveis Paixão (Segundo Nicolau da Viola) e um Chico Fininho cantado a dois tempos com muito improviso  no meio.

Rui Veloso

Da baixa à cantaneira não podemos confirmar, mas quem atravessasse o Rio Douro de certeza que estava a cantar com Rui Veloso. Foi bom ver um grande nome do rock português no palco principal de um festival de Verão.

Depois de uma actuação que marcou e que ficou na memória de todos, veio uma que não lhe seguiu as pisadas. Os Klaxons estiveram em palco apenas 50 minutos e mostraram de que são feitos: indie rock com uma forte componente electrónica que muitas vezes os atira para zonas mais dançantes.

Klaxons

As músicas mais conhecidas como Golden Skans não faltaram e, musicalmente falando, o concerto foi muito bem conseguido. O problema estava do outro lado do palco. Um público impaciente que não aguentava esperar mais por 30 Seconds To Mars.

Já passava da 1 hora da manhã quando o momento mais aguardado pelo público chegou. Jared Leto, Shannon Leto e Tomo Miličević subiram a palco e o público respondeu com uma gritaria imensa. No entanto, este público não era uniforme, num lado os fãs acérrimos que compram todos os discos, do outro os fãs dos primeiros tempos da banda e que esperavam temas do segundo e terceiro álbum e menos do quarto.

Qual dos dois ficou melhor? Não conseguimos apurar. O alinhamento para o concerto no Marés contou com vários temas do último álbum, Love. Lust. Faith. and Dreams, mas também com vários temas mais antigos como The Kill ou This is War. Apesar disso tudo, permaneceu uma sensação de vazio no público, que esperava mais temas dessa era. A Beautiful Lie e From Yesterday eram dos mais pedidos entre o público.

30 Seconds to Mars

A acompanhar a setlist, luzes, um videowall gigante, insufláveis, confettis, balões, enfim, os 30 Seconds To Mars sabem como fazer uma festa e o concerto de ontem foi exemplo disso. Jared Leto é um entertainer nato, ele dançava, saltava, desfilava com a bandeira de Portugal. Foi bonito de se ver.

Entre este espetáculo e as músicas, Jared aviou muita da publicidade institucional, para anunciar o concerto na MEO Arena a 29 de outubro mas também para gravar várias promoções para o YouTube. Estas interrupções paravam, um pouco, o ritmo do concerto. Mas nada que afetasse o público que estava enérgico e sempre pronto para mais.

No final de contas balanço muito positivo para o concerto dos 30 Seconds to Mars. Balanço que se arrasta a todo o MEO Marés Vivas e com a garantia de que para o ano iremos ter mais festa na Praia do Cabedelo. Marquem nas vossas agendas, 17, 18 e 19 de Julho de 2014.

*Este artigo foi escrito, por opção do autor, segundo as regras do Acordo Ortográfico de 1945

Fotos: Inês Delgado

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