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Suits: Justiça a Rigor

Depois de duas temporadas de sucesso, a série norte-americana Suits acabou de estrear esta semana a terceira temporada em solo americano. Por esse motivo, o Espalha-Factos mostra-te o que tornou milhões de pessoas em seguidores fieis deste drama e quais os melhores motivos para se ficar fã.

Mike Ross (Patrick J. Adams) é um autêntico génio da era moderna e com uma memória fotográfica, que acabou por desistir da universidade e ganha a vida a fazer exames de direito pelos outros. Para manter a sua avó num bom lar de idosos privado, Mike aceita a proposta do seu melhor amigo Trevor (Tom Lipinski) e vai a um hotel entregar uma mala cheia de marijuana. Nesse mesmo hotel está Harvey Specter (Gabriel Macht), advogado formado em Harvard e sócio sénior na firma de advogados Pearson Hardman.

Quando descobre que a entrega de marijuana é uma operação policial, Mike foge e acaba escondido na sala de entrevistas de Harvey, que o contrata como associado na Pearson Hardman e como seu braço direito após ver a paixão e genialidade que Mike demonstrou em direito. O segredo de Mike não ter um diploma fica assim fechado entre os dois protagonistas e Donna (Sarah Rafferty), a secretária e confidente de Harvey.

No decorrer da primeira temporada, Mike vai procurar esconder o seu segredo de Louis Litt (Rick Hoffman), rival de Harvey na firma, ao mesmo tempo que vê surgir um clima de amizade/romance com a técnica jurídica Rachel Zane (Meghan Markle). Com o aproximar do final da temporada, o seu segredo está cada vez mais vulnerável e em risco de ser revelado a toda a firma.

A segunda temporada tem como grande destaque o regresso de Daniel Hardman (David Costabile), co-fundador da firma com Jessica Pearson (Gina Torres) e que foi “convidado” pela própria e por Harvey a abandonar o seu cargo há cinco anos, na sequência de um escândalo que prejudicou a Pearson Hardman. Durante a temporada a grande questão será perceber de que lado está Daniel e se o advogado realmente esqueceu o passado. Ao mesmo tempo, Mike e Harvey vivem momentos complicados na sua vida amorosa.

Resumindo, trabalho árduo, julgamentos, romance, intimidações, piadas, facadas nas costas e muitos fatos. Se ainda precisas de mais motivos para começares a acompanhar esta série, fica aqui com cinco:

– Rebeldia dos homens de fato: É interessante ver como, ao longo dos episódios, estes homens e mulheres que se escondem atrás de fatos e vestidos sabem seguir os seus instintos para vencer os seus inimigos, mesmo que seja preciso jogar sujo. Afinal, é uma guerra em alta costura.

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– Cumplicidade Harvey-Mike: desde o princípio que Harvey passa aquela imagem de que é superior aos outros e de que essa superioridade o torna, de certa forma, imune a alguns sentimentos. É quando começa a conviver diariamente com Mike que o advogado começa a mostrar uma faceta de irmão mais velho, um lado mais protetor para com o seu aprendiz. É a mistura desses lados opostos que torna esta cumplicidade uma das partes mais bem estruturadas de toda a série.

– Rivalidades de tirar o fôlego: É certo que a cada episódio são criadas rivalidades com menos destaque, mas os criadores da série souberam aproveitar bem algumas delas e desenvolvê-las a um outro nível, levando a verdadeiros combates jurídicos com uma grande carga pessoal. Bons exemplos disso são personagens como Travis Tanner (Eric Close) ou Daniel Hardman que, por várias vezes, conseguiram levar os protagonistas a questionar a sua própria ética profissional.

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– Diálogos de alta qualidade: Acho importante destacar a boa construção dos diálogos em Suits. Estas personagens são advogados, os mais talentosos de Nova Iorque e, mesmo assim, os autores da série conseguem falar de termos técnicos sem deixar o público a ver navios e sem ficarem eles próprios a parecer amadores. Juntando isso aos trocadilhos sobre filmes entre Mike e Harvey e às falas sarcásticas nas quais Donna é uma verdadeira especialista, temos os fatores ideais para atrair qualquer público e manter um episódio de 45 minutos em algo leve, mas bastante interessante de assistir.

– Donna: Está claro que, em Suits, as emoções estão sempre à flor da pele, porém, é também visível uma certa comédia que, em pequenas partes do drama, nos proporciona algum bem-estar e descanso de todo o stress que cada trabalho jurídico requer. Dentro dessa comédia, que a mim me faz tão bem, vou destacar Donna, interpretada pela atriz Sarah Rafferty. Sempre de cabeça erguida e com uma auto-estima impossível de derrubar, a secretária delicia-nos com um sarcasmo imbatível e uma sensualidade fora do normal para quem já está nos 40 anos e compete na série com belezas loiras e morenas dez anos mais novas. Por isso, por me fazer rir e por se revelar uma grande atriz, palmas para Sarah.

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