Adivinhava-se já uma sala composta quando o público se juntava  na entrada  do CCB, aproveitando o fim de tarde agradável do passado dia 27, dia de greve geral, mas não para ver Aurea atuar.

Iam chegando de passo descontraído, famílias inteiras, desde avós a netos, todos para ver Aurea, que estava de regresso a Lisboa para a apresentação do seu novo trabalho Soul Notes, constituído só por temas originais e que está em fase de promoção pelas salas nacionais e internacionais.

Os primeiros 30 minutos pertenceram a Ana Stilwell, uma nova artista portuguesa, que começou à hora marcada, 21h00. Veio apresentar o seu álbum de estreia Take My Coat, composto por 11 temas todos originais escritos pela cantautora. Com personalidade country e folk, com misturas de pop, cantou alguns temas, entre eles o seu primeiro single de estreia Dibba Dee Doo. Sintonia obvia entre a banda em palco, o público entrou na “onda”. Ana Stilweell sempre agradável e simpática despediu-se com a sua banda com um cover de Leonard Cohen Ain´t No Cure for Love, altura em que a cantora admitiu ser super fã.


Aurea entra em palco pelas 21h30, sempre pontual. Com apenas 25 anos já é considerada um dos grandes nomes da musica portuguesa, tendo sido em 2010, a voz revelação do ano. No final de 2012, lançou este novo álbum, Soul Notes, sucessor do disco homónimo à artista, Aurea, de 2010. Com um cenário de palco bem ao género de Big Band, encantou logo o seu público à partida, com a sua voz possante e cativante, apresentou temas novos como o seu single de estreia Scratch My Back. Desceu as escadas do decor, como uma diva, de pés descalços, imagem de marca de Aurea. Leve nos movimentos e forte nas palavras fascinou o seu público. Foi-se passeando pelo palco, interagindo com a sua banda e com o público, sempre de sorriso rasgado e sensual. Os seu fãs cantaram com ela e aplaudiram.A boa energia era evidente e ninguém despregava os olhos de Aurea.
Na companhia das suas back  vocals (Patrícia Antunes e Patrícia Silveira), volta a uma canção do seu primeiro disco Open Road, que fez as delícias do público. Entre originais e algumas covers, o concerto foi acontecendo, e a cantora deu ainda espaço para os seus talentosos músicos brilharem com um momento instrumental.
Voltou ao palco com um encore, onde interpretou 3 canções, uma delas especial, dedicada ao António e à Amélia (Be my Baby). Terminou em festa com todos os músicos em êxtase.
Com uma postura profissional e mais madura em palco, AUREA não desiludiu.