Muita acção é o que promete WWZ: Guerra Mundial, com Brad Pitt a comandar as hostes nesta Guerra contra o inimigo menos provável. Marc Forster aventurou-se num filme de acção com toques de terror, para proporcionar momentos verdadeiramente emocionantes… mas muito previsíveis.

 

WWZ: Guerra Mundial gira em torno de Gerry Lane (Brad Pitt), um antigo funcionário da Nações Unidas que se vê obrigado a regressar ao trabalho e atravessar o planeta numa corrida contra o tempo, para travar uma pandemia que ameaça dizimar a própria humanidade. Uma guerra de proporções inimagináveis que opõe humanos a zombies, e que faz disparar uma “praga” que parece não ter fim. WWZ: Guerra Mundial baseia-se no livro World War Z, de Max Brooks, para criar este cenário apocalíptico, ainda que o argumento se distancie, quase na totalidade, da obra literária.

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Com o protagonista Gerry Lane, interpretado por Brad Pitt, percorremos o mundo em busca de pistas, respostas e soluções, deparando-nos, qualquer que seja o local onde estejamos, com estes seres que continuam a multiplicar-se. É nesta jornada que surgem, subtilmente, algumas questões políticas, com referências à Rússia e com o Gerry a passar pela Correia do Sul ou Israel – até então a única nação livre de zombies e onde tem lugar um dos momentos mais fabulosos da longa-metragem.

O resultado peca pela previsibilidade, mas revela muita competência na construção das cenas de acção, repletas de suspense e alguns sobressaltos, com o filme a revelar-se, acima de tudo, bom entretenimento. A atmosfera de tensão domina o espectador desde o início, e será inevitável que a plateia fique inquieta e sem se sentir segura, mesmo sabendo que tudo não passa de ficção.

Por outro lado, o 3D constitui a maior fraqueza de WWZ: Guerra Mundial. É impossível captar os pormenores, acompanhar convenientemente algumas das cenas de acção ou perceber, de forma clara, o que está a acontecer perante os nossos olhos. Por tudo isto, não há dúvidas que o filme resultaria muito melhor em 2D. A contrastar com este problema “técnico” está a banda sonora, de Marco Beltrami, que se revela muito apropriada e profunda.

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No elenco, o destaque é óbvio: Brad Pitt concentra em si todas as atenções e é ele o grande herói que acompanhamos nesta arriscada jornada contra o tempo pela salvação da humanidade. O actor interpreta Gerry Lane com sobriedade, oferecendo-nos um homem destemido e inteligente, pai e marido protector. De destacar igualmente é o nome de Daniella Kertesz, na pele da militar israelita Segen, uma mulher corajosa e dedicada à sua missão e ao seu uniforme.

Política, ciência e a procura pela solução para a ameaça menos esperada é o que nos traz Marc Forster. WWZ: Guerra Mundial não nos oferece muito mais do que entretenimento, mas far-nos-á estar atentos e desconfiados, mesmo depois do filme terminar.

6/10

Ficha Técnica:

Título Original: Wold War Z

Realizador: Marc Forster

Argumento: Matthew Michael Carnahan, Drew Goddard, Damon Lindelof, J. Michael Straczynski, baseado no romance de Max Brooks

Elenco: Brad Pitt, Mireille Enos, Daniella Kertesz, Matthew Fox, David Morse, James Badge Dale

Género: Acção, Drama, Terror

Duração: 116 minutos

Crítica escrita por: Inês Moreira Santos

*Por opção da autora, este artigo foi escrito segundo as normas do Acordo Ortográfico de 1945