A companhia do Teatro Aberto, sediada na Praça de Espanha, em Lisboa, comunicou que pode ter de fechar portas devido às políticas culturais levadas a cabo pelo Governo.

Numa reunião com espectadores, ilustres personalidades da política e da cultura e acompanhantes regulares do trabalho da companhia, João Lourenço expôs pessoalmente a todos os presentes o estado crítico em que a companhia se encontra, no passado dia 28 de maio. Num comunicado enviado aos jornalistas, a companhia afirma que “não podemos deixar que nos sejam retiradas as condições para continuar a apresentar os espectáculos”.

João Lourenço, encenador e responsável pela companhia, considera, em entrevista à SIC Notícias, que o Secretário de Estado da Cultura “é o principal responsável por esta situação”, acrescentando que este corte é uma estratégia para acabar com companhias de teatro estáveis.

Para contestar a decisão da Direcção-Geral das Artes em cortar mais de 50% no apoio monetário, o Novo Grupo-Teatro Aberto diz que, depois de ouvir as pessoas, do público aos responsáveis políticos, “vai recorrer, por todos os meios legais”, para contestar esta decisão. João Lourenço promete também um novo espetáculo para este mês e, por isso, vai procurar parcerias para conseguir o financiamento que falta para a subsistência da companhia sem saber o que o futuro lhes reserva.

A última peça em exibição foi Há muitas razões para uma pessoa pessoa querer ser bonita, de 2012, encenada pelo próprio João Lourenço e com Ana Guiomar, Tomás Alves, Jorge Corrula e Sara Prata.