No Dia Mundial da Criança, o Espalha-Factos oferece sugestões cinematográficas para todas as idades. Filmes que marcaram a infância de gerações – quer os mais recentes que perduram no imaginário dos mais jovens, quer alguns dos clássicos inesquecíveis e que continuam a conquistar e inspirar quem os recorda ou descobre.

E porque em todos nós, qualquer que seja a idade, existe sempre uma criança, aqui fica uma seleção de 15 filmes – por ordem cronológica e onde poderiam constar muitos outros títulos – para ver ou rever no dia 1 de junho (ou noutro dia qualquer).

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O Feiticeiro de Oz (The Wizard of Oz), 1939

O clássico protagonizado por Judy Garland leva-nos numa viagem ao mundo fantástico de Oz, onde amizade, coragem e inteligência estão no centro da jornada. Muitas décadas depois, O Feiticeiro de Oz continua a encantar gerações. Com Dorothy, percorremos as terras encantadas de Oz juntamente com o Espantalho, o Homem de Lata e o Leão Cobarde em busca do famoso feiticeiro.

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Bambi, 1942

A inesquecível história do jovem veado Bambi faz com que, desde muito novas, as crianças lidem com sentimentos fortes e tristes, mas muito reais e poderosos. A família, o amor e a sobrevivência são as temáticas mais vincadas deste filme da Disney. Aqui acompanhamos o crescimento feliz do “Príncipe da Floresta”, e de todos os seus amigos, nomeadamente Tambor e Flor. Contudo, toda a felicidade é posta em causa pelos caçadores que procuram as suas presas na floresta onde Bambi vive. Nesta longa-metragem de 1942 temos já um óptimo exemplo de como o homem pode destruir a Natureza.

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Mary Poppins, 1964

Inesquecível é Julie Andrews com a sua sombrinha mágica em Mary Poppins, vencedor de cinco Oscars da Academia, incluindo o de Melhor Atriz. Mary Poppins é uma ama que percorre os céus graças aos poderes da sua sombrinha voadora, e aterra para proporcionar alegrias àqueles com quem convive.

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E.T. – O Extra-Terrestre (E.T. the Extra-Terrestrial), 1982

Steven Spielberg encantou miúdos e graúdos em 1982 com o intemporal E.T. – O Extra-Terrestre. O filme conquistou quatro Oscars, e relata a amizade entre um extra-terrestre perdido na Terra e um menino de 10 anos que o esconde em casa, evitando que ele seja capturado e feito cobaia pelos serviços secretos norte-americanos. Uma história de uma amizade improvável, emotiva e inesquecível.

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Regresso ao Futuro (Back to the Future), 1985

Regresso ao Futuro marca o início da saga de Robert Zemeckis, protagonizada por Michael J. Fox e Christopher Lloyd, que nos leva a viajar no tempo. Nos anos 80, Marty Mcfly é um jovem que, inesperadamente, é enviado para o ano de 1955 numa poderosa máquina do tempo inventada por um louco cientista. Nesta viagem ao passado, Marty conhece os jovens que um dia virão a ser seus pais e terá de fazer com que se apaixonem, já que, só assim, ele poderá regressar à sua era.

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O Meu Vizinho Totoro (Tonari no Totoro), 1988

O clássico escrito e realizado pelo japonês Hayao Miyazaki é um dos muitos títulos de anime que se poderiam destacar para este Dia Mundial da Criança. Quando duas raparigas se mudam para o campo para estarem perto da sua mãe em convalescença, passam por fantásticas aventuras com os espíritos da floresta que habitam ali perto.

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Cinema Paraíso (Nuovo Cinema Paradiso), 1988

A magia do cinema começa quando ainda somos crianças. É essa a história de Cinema Paraíso, vencedor de um Oscar para Melhor Filme Estrangeiro. Tudo acontece no único Cine-Teatro numa cidade na Sicília, onde os habitantes vão para rir, chorar ou protestar de cada vez que o padre local censura as cenas de beijos. Aí, o pequeno Salvatore vai crescendo e aprende a manejar o projetor com o velho projecionista, Alfredo. Já adulto e com a sua vida feita, Salvatore regressa ao local onde cresceu e recorda alegrias e tristezas.

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O Túmulo dos Pirilampos (Hotaru no haka), 1988

A terceira escolha de 1988 – que se revela um grande ano de cinema – recai uma vez mais sobre um filme japonês. Uma história triste de união entre dois irmãos num Japão da Segunda-Guerra Mundial. O Túmulo dos Pirilampos baseia-se em acontecimentos reais, no meio da fantasia que lhe está adjacente. Seita, de 14 anos, e a sua irmã Setsuko, de 4, ficam órfãos após a sua mãe ser morta durante um ataque aéreo das forças americanas em Kobe. Após desentendimentos com a tia que os acolhe temporariamente, os irmãos mudam-se para um armazém abandonado, onde lutam para sobreviver.

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Eduardo Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands), 1990

Tim Burton trouxe-nos em 1990 um inesquecível filme cheio de referências cinematográficas (o expressionismo alemão dos anos 20 e O Gabinete do Dr. Caligari serviram-lhe de inspiração) e sensibilidade. Eduardo vive num castelo isolado, onde fora criado por um inventor que morreu antes de o deixar completo. Apesar do seu carisma, Eduardo tem afiadas tesouras em vez de mãos. Certo dia, uma vendedora da Avon descobre-o e adota-o, passando a fazer parte da sua família. Com esta mudança inesperada, Eduardo vê-se num mundo desconhecido e ao qual tem dificuldade de adaptar-se.

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A Bela e o Monstro (Beauty and the Beast), 1991

Mais um clássico da Disney, que nos mostra como as aparências podem enganar – e muito – e como a força de sentimentos como o amor e a amizade podem curar as mais profundas feridas. Para que o Monstro libertasse o seu pai, a bonita e inteligente Bela, aceita trocar de lugar com ele e vê-se aprisionada no castelo daquele desagradável ser. Apesar da sua situação, a jovem faz amizade com todo os encantados ajudantes do local – um bule de chá, um candelabro, um relógio de sala…– e, com o tempo, apercebe-se que por baixo do exterior monstruoso do seu captor, pode estar o coração e a alma de um verdadeiro príncipe.

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Billy Elliot, 2000

Em 2000, Stephen Daldry trouxe-nos a bela história de Billy Elliot, um rapaz apaixonado pelo ballet, que se vê obrigado a lutar contra os preconceitos da sociedade e da sua própria família para conseguir concretizar o seu sonho. Do seu lado tem a sua professora e o seu melhor amigo, mas enquanto a sua carreira como dançarino começa a evoluir, a relação com os seus familiares vai-se deteriorando.

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À Procura da Terra do Nunca (Finding Neverland), 2004

Baseado na verdadeira história que inspirou a criação de Peter Pan, À Procura da Terra do Nunca narra a amizade que J.M.Barrie cria com uma família, após o insucesso da sua última peça. É junto de uma viúva e dos seus quatro filhos que Barrie encontrará a inspiração para criar o ficcional herói Peter Pan, o famoso clássico da literatura infantil.

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Charlie e a Fábrica de Chocolate (Charlie and the Chocolate Factory), 2005

Mais uma vez Tim Burton surge entre as nossas escolhas cinematográficas para este Dia Mundial da Criança, com uma adaptação do clássico de Road Dahl. Willy Wonka é o excêntrico proprietário de uma fábrica de chocolate e Charlie, um rapaz que vive com a sua família numa casa muito pobre. Os destinos de ambos cruzam-se depois de Charlie ser uma das crianças sorteadas a conhecer a fábrica, numa visita cheia de surpresas onde Wonka decidirá quem será o herdeiro do seu império de doces.

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Up – Altamente (Up), 2009

Uma das raras histórias para crianças que aborda a velhice da forma mais real e terna, no meio de aventuras inacreditáveis a bordo de uma casa voadora. Carl Fredricksen é um viúvo de 78 anos, que, finalmente, realiza o sonho da sua vida, uma viagem até à América do Sul, no meio de transporte menos provável. Mas não vai sozinho como pensa: a acompanhá-lo está um explorador da natureza, de 8 anos, chamado Russel.

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Toy Story 3, 2010

O terceiro capítulo da saga que vem conquistando fãs desde 1995 alcançou, em 2010, o seu filme mais profundo, que apela a crianças e adultos. A amizade – acima de tudo – continua a ser a base em que assentam as aventuras de Woody, Buzz e companhia. Agora que o seu dono, Andy, vai para a faculdade, o destino dos seus brinquedos vai mudar. Toy Story 3 traz consigo toneladas de nostalgia e é capaz de arrancar uma lágrima até aos adultos menos sensíveis.

E assim o Espalha-Factos vos deseja um feliz Dia da Criança, com estes ou outros filmes.

Inês Moreira Santos