Chegou mais um dos grandes blockbusters do ano. Velocidade Furiosa 6 vem dar seguimento à saga que começou em 2001 e não promete mais do que puro e descomprometido divertimento. Justin Lin, à frente da saga desde 2006 com Velocidade Furiosa – Ligação Tóquio, mergulha em cenários impressionantes e oferece-nos momentos inacreditáveis, recheados de adrenalina.

Desengane-se desde já quem espera que daqui saia um filme de culto – todos sabemos há muito tempo que não é isso que vamos ver. Velocidade Furiosa 6 oferece-nos, como os seus antecessores, um filme leve, para entreter, como o bom blockbuster que é. Um filme para homens, mas que agradará igualmente ao público feminino, e onde o lema é, apenas e só, acção e diversão.

Dom (Vin Diesel) e Brian (Paul Walker) estão de regresso. Desde  que fizeram o golpe no Rio de Janeiro, que rendeu 100 milhões de dólares à equipa, o grupo espalhou-se pelo globo, mas a impossibilidade de voltarem a casa e estarem sempre em fuga deixou-lhes uma vida incompleta. Contudo, Dom e Brian reformaram-se da vida do crime, até que surge Hobbs (Dwayne Johnson) com uma proposta. Ele tem perseguido por 12 países uma organização de condutores mercenários, cujo líder, Shaw (Luke Evans), conta com um violento braço direito que se descobre ser o amor que Dom pensou que tinha morrido, Letty (Michelle Rodriguez). A única forma de parar esta máquina criminosa é então vencê-los nas ruas, por isso Hobbs pede a Dom para reunir a sua equipa de elite em Londres.

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O argumento, como não poderia deixar de ser, segue a linha a que a saga nos tem habituado — e até há, para agrado dos fãs, o regresso de Letty. A história, cheia de cenas impossíveis mas nem por isso menos entusiásticas, é intrincada, repleta de momentos de acção – alguns deles protagonizados pelas duas mulheres de força do filme, Michelle Rodriguez e Gina Carano -, corridas de carros e um toque de romance. As reviravoltas são inesperadas – umas vezes mais surpreendentes que outras -, e resultam, como seria de esperar, na adrenalina da plateia a aumentar, até ao fim (com uma cena extra que anuncia um sétimo Velocidade Furiosa). 

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Filmado em película, Velocidade Furiosa 6 oferece-nos cenários incríveis, cheios de cor, onde o trabalho da direcção de fotografia (Stephen F. Windon) se revela muito interessante. A banda sonora, contagiante, é dos pontos mais fortes do filme, colocando-nos no ambiente da acção de forma perfeita, e de onde se destacam temas como We Own It ou Rest of my Life. Ao mesmo tempo, os efeitos especiais estão a condizer com a grandiosidade do inacreditável que paira do início ao fim da longa-metragem de Justin Lin. A montagem é talvez o ponto menos forte da componente técnica. Ainda que confira ao filme o ritmo desejável, há momentos em que tudo está a acontecer ao mesmo tempo e torna-se difícil acompanhar com precisão.

No leque de actores estão de regresso as já familiares caras de Vin Diesel, Paul Walker e Michelle Rodriguez, como sempre com papéis de destaque e interpretações à altura. Dwayne Johnson está também de volta, e traz consigo uma colega de força: Gina Carano, que se estreia agora na saga Velocidade Furiosa, e uma vez mais com o papel que a tem caracterizado – uma mulher de armas, muito inteligente.

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Justin Lin regressou e venceu. Sabemos que tudo aquilo a que assistimos é totalmente impossível, irrealista ou exagerado, mas o certo é que vamos gostar e querer mais. São os efeitos desta velocidade furiosa.

6.5/10

Ficha Técnica:

Título Original: Fast & Furious 6

Realizador: Justin Lin

Argumento: Chris Morgan, Gary Scott Thompson

Elenco: Vin Diesel, Paul Walker, Michelle Rodriguez, Dwayne Johnson, Gina Carano, Jordana Brewster, Tyrese Gibson, Sung Kang, Luke Evans, Gal Gadot

Género: Acção, Crime, Thriller

Duração: 130 minutos

Crítica escrita por: Inês Moreira Santos

*Por opção da autora, este artigo foi escrito segundo as normas do Acordo Ortográfico de 1945.