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Última obra de Van Eyck em exposição no MNAA

O Museu Nacional de Arte Antiga irá exibir, de 24 de Maio a 1 de Setembro, AVirgem e o Menino com Santa Bárbara, Santa Isabel da Hungria e um doador de Jan van Eyck. A obra que integra o novo percurso do museu lisboeta como “obra convidada” chega-nos de Nova Iorque, proveniente da Frick Collection.

Especialistas em arte, acreditam que esta seja a última obra do pintor quatrocentista, pois a figura masculina ajoelhada aos pés da virgem retrata Jan Vos, prior do Convento de Val-de-Grâce, cargo a que acedeu três meses antes do falecimento de Van Eyck.

Em contemplação estão também duas santas, identificadas como Santa Bárbara e Santa Isabel da Hungria, apesar de o resumo da obra na base de dados online da Frick Collection (que pode ser acedido aqui), deixar explícita a incerteza do porquê da sua presença. Sugere, inclusivamente, que a Santa Isabel consta na obra devido à afeição que Isabel de Portugal,  Duquesa da Borgonha e patrona de Van Eyck, devotava à figura religiosa.

A Infanta Isabel, filha de D. João I de Portugal, e o marido, Filipe, o Bom, acolheram na sua corte inúmeros artistas. Jan van Eyck, nascido na Flandres por volta do ano 1390, foi um deles.

Reside ainda um senão, quanto a esta pintura a óleo sobre painel de madeira. Segundo o Diário Digital, os críticos não rejeitam a possibilidade de o pintor ter morrido antes do término da obra, que teria sido continuada pelo irmão do pintor, igualmente activo em Bruges, onde geria a guilda da família.

A receção desta obra no MNAA está afeta ao programa “Obra Convidada” que permite ao museu português trocar temporariamente peças do seu acervo por obras-primas de outros museus do mundo. A primeira peça recebida pela instituição foi Judite com a cabeça de Holofernes, de Lucas Cranach, o Velho, proveniente do The Metropolitan Museum of Art. De Portugal partiu Santo Agostinho, de Piero della Francesca, uma obra aclamada pela crítica de arte norte-americana durante a sua integração na mostra Piero della Francesca in America.

A obra em questão pertenceu à coleção particular do Barão James de Rotschild.

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