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Zara e Benetton assinam acordo de segurança após desastre no Bangladesh

Depois do desastre da queda de uma fábrica de produtos têxteis no Bangladesh que tirou a vida a pelo menos 800 trabalhadores, a opinião pública levou alguns gigantes do fast fashion mundial a assinarem um acordo sobre a segurança das instalações fabris e dos trabalhadores naquele país do sudoeste asiático, tais como a Zara e Benetton.

O acordo foi proposto por duas confederações sindicais, a IndustriALL e a UNI, com o apoio da Organização Mundial do Trabalho. Os primeiros a tornar pública a sua participação foram a multinacional sueca H&M, a espanhola Mango e o maior grupo de moda mundial, a Inditex, detentora de marcas como Zara, Oysho, Utërque, Stradivarius, Bershka ou Pull & Bear. Importa lembrar que, há poucos meses, a Inditex viu-se envolvida num escândalo relacionado com trabalho escravo no Brasil. Seguiu-se na assinatura do acordo a C&A, a Benetton e os britânicos Marks & Spencer, que só no Bangladesh possuem 60 fábricas.

Este pequeno país com mais de 150 milhões de habitantes é o segundo maior exportador de produtos têxteis e de vestuário, antecedido apenas pela China. As condições dos trabalhadores, como acontece por todo o sudoeste asiático, são muito precárias a todos os níveis, e após décadas de protestos e de chamadas de atenção por parte de organizações internacionais para esta causa, foi necessária a ocorrência de um desastre para que as grandes empresas se conscientizassem da urgência de mudar o rumo.

Segundo noticia o site francês Fashion Mag, apesar de a lista não ser pública, a UNI confirmou o envolvimento da Calvin Klein e da Tommy Hilfiger, bem como da britânica Primark no processo do acordo.

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