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Lisboa está junto com os Natiruts!

Ontem à noite, a Aula Magna, em Lisboa, recebeu os Natiruts, que tiveram a casa cheia. O concerto começou às 22 horas em ponto e momentos antes da entrada do grupo no palco, ouviu-se uma gravação que conta a história da banda reggae brasileira que se caracteriza por uma sonoridade própria, tendo também influências da música tradicional brasileira. Em 16 anos de existência lançaram 6 álbuns e 2 DVDs. O mais recente trabalho é o CD-DVD Acústico que foi gravado numa reserva natural da “cidade maravilhosa” no mirante Dona Marta.

Depois desta “biografia auditiva” chega, então, a altura do momento tão esperado: a entrada dos Natiruts em palco, que se deparam com um público maioritariamente jovem e ao rubro.

Alexandre Carlo, vocalista dos Natiruts, saúda calorosamente a plateia e principalmente a cidade de Lisboa, não lhe poupando elogios e fazendo questão de salientar a satisfação de estar em Portugal e de cantar para fãs que nem imaginava ter.

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O Carcará e a Rosa, Meu reggaeé roots e Au de cabeça foram os temas que abriram o espetáculo. Desde o primeiro minuto até ao último, o público revelou-se alegremente participativo, aliás não usufruiu das confortáveis cadeiras do auditório, já que se manteve quase sempre de pé contagiado pelas vibrações ondulantes e entusiastas que a banda brasileira transmitia. “Bota a mão no ar”,  “Bora, bora, bora Lisboa”  e “Estamos juntos Lisboa” eram as expressões mais referidas pelo vocalista da banda, que contribuía, assim, para essa participação.

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Seguiu-se Glamour tropical, Você me encantou e Dentro da música II e é notável a naturalidade e humildade com que se apresentaram em palco, pode-se mesmo dizer que o ambiente vivido, ontem à noite, faz lembrar as belas tardes passadas com os amigos em que um pega num “violão” e começa a tocar e a cantar contagiando todos os outros. Foi isto que aconteceu na passada noite. Os talentosos Natiruts contaram com um público que sabia todas as músicas de cor e que não se inibia de cantar, dançar e aplaudir. As palmas chegavam mesmo a ser um instrumento adicional, na medida em que coincidiam com os diferentes ritmos da banda, desde os lentos aos mais rápidos.

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A Aula Magna torna-se num verdadeiro festival de verão com o tema Groove Boom, vêm-se casais a dançar, o público fica ao rubro,  pode-se falar numa estandardização de expressões faciais – o sorriso.

De repente, as luzes de palco baixam, o vocalista começa por fazer um elogio às mulheres portuguesas, incutindo um ambiente de mistério que culminou com um dos momentos altos da noite, a participação especial de Mónica Ferraz no tema Sorri Sou rei. A plateia estava incontrolavelmente eufórica, cantando a plenos pulmões e aplaudindo intensamente um dos temas do momento.

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O concerto de ontem foi também o momento para a promoção do novo CD-DVD acústico que se encontra disponível na internet para o quem quiser ouvir, mas claro, como é normal, o grupo “puxa a asa à sua sardinha”, apelando à compra.

Durante cerca de duas horas de concerto não houve espaço para pensamentos negativos nem problemas, mas sim para boas energias e pensamentos positivos transmitidos através de temas como Verbalize, Quero ser feliz, Reggae Power, A cor, entre outros. Também houve tempo para momentos mais intimistas, com os temas Supernova, Pérola Negra e Pedras Escondidas.

Outro dos temas que levou a plateia à loucura foi Leve com você, que apela à felicidade e à aprendizagem com os erros para no futuro sermos felizes, como comprova a própria letra  “Pensar no nosso futuro e ser feliz“.

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 “Xote – reggae” foi o nome dado por Alexandre Carlo, ao tema Andei Só em homenagem ao centenário Luiz Gonzaga. Quem vibrou com este tema foram os fãs brasileiros, que não se cansavam de exibir bandeira brasileira visualizada ao fundo da sala.

Mais um momento marcante foi quando o vocalista dos Natiruts pediu que se apagassem  todas as luzes da sala e que todos os presentes pegassem nos seus telemóveis, iluminando a sala apenas com a luz dos mesmos. Este ato apelava à humildade, à solidariedade e ao positivismo, pois como diz só através da energia positiva é que as gerações futuras aprenderão.

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A frase de Alexandre Carlo “Vamos descer juntos Lisboa!”, colocou toda a sala com as mãos no ar. Depois de agradecer ao público, a banda retira-se do palco. Contudo, devido ao desejo dos fãs de ouvirem pelo menos mais um tema, a banda brasileira responde ao apelo dos fãs que gritavam em uníssono “Natiruts, Natiruts, Natiruts…”. Congratulam o público com Liberdade para dentro da cabeça e como última e derradeira música com Beija-flor, tocada só com guitarra.

No discurso final, os elogios à cidade “mais bonita e elegante” continuaram e para além disso o público ainda foi premiado com as baquetas do baterista e alguma t-shirts com o logótipo da banda.

De Lisboa os Natiruts levam, de certeza, o carinho de um público que certamente continuará junto a eles.

Fotografias: Sónia Pena

 

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