Apresentado ontem na Reitoria da Universidade de Lisboa por volta das 17 horas, a organização do FATAL organizou uma homenagem a Jorge Listopad, personalidade consagrada e reconhecida do mundo do teatro para além de apresentar algumas das peças incluídas no programa do espetáculo e também a revista do evento.

“Precisamos muito do teatro universitário no nosso país”, encerrou António Sampaio da Nóvoa, reitor da Universidade de Lisboa, o discurso na apresentação da 14.ª edição do Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa (FATAL) ao público. O programa foi apresentado em cima do palco, com mesas e cadeiras a relembrar um ambiente de café, para todos as pessoas presentes.

Para além do discurso do reitor da Universidade de Lisboa, Jorge Barreto Xavier, atual Secretário de Estado da Cultura, afirmou a admiração pelos textos do encenador naturalizado português em 1962. Listopad é autor de quase cinquenta livros de prosa, poesia e ensaio escritos em checo, francês e português e estão traduzidos em várias línguas.

O encenador e escritor exerceu também a função co-diretor do Teatro Nacional de D. Maria II e também diretor da sala experimental e vogal da comissão consultiva do mesmo teatro entre 1983 e 1986. “O professor Listopad é o meu professor. Obrigado, Jorge”, terminou também um dos discursos de homenagem do encenador natural de Praga. No meio de palmas dos presentes foi entregue uma medalha a Listopad pelo trabalho do também crítico de teatro.

Todos os espetáculos do FATAL acontecem no Teatro da Politécnica até o dia 25 deste mês e para além de serem apresentadas peças que entram em competição, que podem ser consultados aqui, são também apresentadas obras teatrais dentro das categorias Espetáculos Mais Fatal e Espetáculos Fatal Convida (que podem ser consultadas aqui e aqui, respetivamente).

Há uma grande variedade de obras teatrais que se encontram em exibição durante este mês. Aquário, do CITAC, apresenta uma peça sobre Teresa, uma menina bonita e obediente que das barbatanas nasceram mãos e “da guelra fez goela” e decorre no dia 10 de maio, sexta-feira, às 21h30. Uma outra peça, intitulada Num país onde não querem defender os meus direitos, eu não quero viver, do grupo NOSTER (Grupo Teatro da Universidade Católica Portuguesa de Lisboa) fala sobre Michael Kohlhaas e o caminho que faz para ser feita justiça aos dois cavalos que deixou na propriedade de um Barão.

São três os prémios a serem atribuídos: o prémio Fatal, para distinguir a melhor peça apresentada, o prémio Fatal – Cidade de Lisboa, de forma a consagrar a peça de teatro mais original e o prémio Fatal – Público, destinado a dar a conhecer a escolha do público em relação à melhor peça visualizada.

Os bilhetes para assistir aos espetáculos custam três euros para estudantes e profissionais do Teatro e cinco euros para o restante público. No fim de cada apresentação acontece sempre uma tertúlia entre o público e atores.

Para além dos espetáculos, esta edição do festival traz também dois workshops: o primeiro sobre Fotografia do Teatro, que se encontra a decorrer desde o dia 30 de abril e termina no dia 25 deste mês no Teatro de Politécnica e em outros locais, e o segundo sobre o trabalho do ator com Rogério de Carvalho. Os workshops têm um custo de 30 euros.