Já começou a festa de abril! Lisboa Capital República Popular deu início ao seu ciclo de concertos.

Ontem à noite, a partir das 22 horas puderam ser ouvidas músicas da época ditatorial brasileira pela voz de Márcia, Luanda Cozetti, Afonso Cabral e Jorge Palma e com a instrumentação de Norton Daiello, Flak e Alexandre Frazão. Gratuitamente foi possível ver a reinterpretação de temas de Chico BuarqueCaetano Veloso e Roberto Carlos.

Hoje é dia de um especial Slam Lx.  A “poesia rapada sob loops de sons que cheiram a hip-hop, jazz e música africana” de Alexandre Francisco Diaphra terá inicio às 22h30 também no MusicBox.

No sábado o “Canto livre” saí à rua celebrando o talento nacional. A partir das 21 horas na rua da Fonte Nova Jónatas Pires, Diego Armés, David Jacinto, Manuel Fúria, Tomás Wallenstein, Alex D’Alva Teixeira, Fernanda Paulo e José Anjos sobem ao palco para interpretar temas onde os valores de abril estejam bem patentes.

Para finalizar o fim de semana, o filme O Couraçado Potemkin, de Sergei Eisenstein, será exibido no domingo às 22 horas na rua da Fonte Nova, acompanhado ao vivo pelo Rodrigo Amado Eye.

Além dos concertos e da sessão de cinema também será possível assistir a um ciclo de debates que terá lugar no Povo de Lisboa no Cais do Sodré. Também hoje, às 19 horas, o rapper Chullage, o poeta Miguel-Manso e o designer e artista Miguel Januário estarão à conversa sobre aquilo que se escreve, diz e ouve no espaço público português e o peso disso enquanto exercício de expressão e contestação social. No sábado é a vez da historiadora Irene Pimentel, do jornalista José Vítor Malheiros e da realizadora Raquel Freire falarem sobre a censura e o silêncio também no Povo de Lisboa às 19 horas.

Todos estes espetáculos são de entrada livre, podendo-se optar por um bilhete facultativo que vai de 5 a 8 euros, consoante o dia.

O jornal Lisboa Capital República Popular já se encontra nas bancas desde dia 4 de abril e pode ser encontra em variados quioques espalhados pela cidade de Lisboa. “A palavra na rua” é a manchete desta quinta edição que relembra o abril intervencionário e a celebra a cultura.